O Corinthians anunciou que o Regime Centralizado de Execuções (RCE) do clube, plano para quitar as dívidas com credores, foi aprovado pela Justiça. O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo ratificou a decisão nesta quarta-feira.
Desta forma, o Timão poderá seguir com o mecanismo que organiza e permite o pagamento das dívidas cíveis junto ao Tribunal de maneira estruturada e monitorada. Em nota, o Corinthians tratou como "mais uma vitória importante na reorganização jurídico-financeira do clube", com foco em acertar as pendências com os credores sem "que ocorram reiterados bloqueios em suas contas".
O Corinthians, vale lembrar, apresenta uma dívida de R$ 926 milhões com credores. Deste montante, apenas R$ 367 milhões estão incluídos no RCE. Os débitos tributários somam R$ 817 milhões, enquanto as obrigações relacionadas à Neo Química Arena alcançam R$ 677 milhões. Ao todo, o clube tem uma dívida de R$ 2,4 bilhões, segundo o Vinícius Cascone , diretor jurídico do Corinthians, e que pode chegar a R$ 2,6 bilhões após rascunho enviado ao Conselho de Orientação (Cori) .
"Hoje tivemos grande vitória na Justiça de São Paulo. Com a decisão do Tribunal de Justiça, poderemos seguir com o nosso plano de centralização e pagamento das dívidas. Gostaria de agradecer aos advogados Mandel e Mubarak e também aos membros da Diretoria e do Conselho que auxiliaram nesta vitória. Iremos procurar nossos credores para aprovar e organizar o fluxo de pagamentos. Esta é mais uma medida que visa reorganizar o Corinthians. Parabéns a todos e vai, Corinthians", celebrou Augusto Melo em publicação do clube nas redes sociais.
O plano, apresentado em fevereiro à Justiça , estabelece que as receitas do clube serão direcionadas mensalmente para o pagamento dos credores, enquanto 5% do valor arrecadado com a venda de jogadores será destinado a um leilão reverso. Os credores terão a opção de receber de forma antecipada, mediante um desconto. O documento pode ser acessado clicando aqui .
A prioridade será dada a credores idosos, pessoas com doenças, gestantes, vítimas de acidentes de trabalho e aqueles com créditos abaixo de 60 salários-mínimos. Também terão preferência aqueles que aceitarem acordos com redução de 30% e os que contribuírem para gerar novas receitas ao Timão.
Para colocar o mecanismo em prática, o Corinthians contou com diversas colaborações. Além dos membros da diretoria corinthiana, o projeto teve participação dos escritórios Mubarak e Mandel e integrantes de uma comissão do Conselho Deliberativo, nomeada pelo presidente do órgão, Romeu Tuma Júnior.
Confira a nota completa do Corinthians
No julgamento realizado pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo, no dia de hoje (9), o Regime Centralizado de Execuções (RCE) foi ratificado, permitindo assim que o Sport Club Corinthians Paulista continue com seu plano de pagamento com a centralização das execuções cíveis junto ao Tribunal.
Esta é mais uma vitória importante na reorganização jurídico-financeira do clube, e reforça o compromisso do Corinthians de pagar todos os seus credores, de forma organizada e sem que ocorram reiterados bloqueios em suas contas.
No caso, o Corinthians contou com a atuação dos escritórios Mubarak e Mandel, bem como com o apoio da Presidência, Vice-Presidência, Diretores Jurídico e Financeiro, e ainda de uma comissão de membros do Conselho Deliberativo, nomeada pelo seu respectivo presidente.
O Clube agradece a atuação de todos e exalta que a decisão pelo RCE, em conjunto com o controle de gastos, o aumento das receitas e a adoção de outras medidas centralizadoras de dívidas, são imprescindíveis para que o clube consiga a sua reorganização jurídico-financeira