O presidente em exercício do Corinthians, Osmar Stabile, respondeu a críticas sobre a presença de figuras ligadas a gestões anteriores em sua diretoria. O mandatário justificou as decisões com base na necessidade de eficiência diante do curto prazo de seu mandato interino.
“Se em 60 dias você contratar uma pessoa sem conhecimento algum do que está acontecendo no Corinthians. Só o tempo que você gastaria para que a pessoa se adequasse ao sistema, demoraria mais de 60 dias. Precisava pegar pessoas que já tinham conhecimento na área", iniciou Osmar em coletiva da última segunda-feira.
"Na última reunião do Cori, levamos números do trimestre passado. Estava tudo desorganizado e agora organizamos. Eles gostaram e já nessa semana vamos levar para o Conselho Fiscal. Não teve reclamação, olharam e gostaram. Se eu colocasse pessoas sem esse conhecimento, talvez demoraria 90 dias e a minha gestão acabou. Preciso de gente com conhecimento", continuou.
Um dos pontos mais comentados da entrevista foi a suposta influência de Adriano Monteiro Alves, irmão do ex-presidente Duilio Monteiro Alves, no marketing corinthiano. Stabile foi categórico ao negar qualquer relação.
“Em hipótese alguma. Não tem, não. Nunca vi ele aqui, nunca subiu na sala da presidência para falar comigo. Não sei de onde saiu isso. Em hipótese alguma, eu não o vi. Se alguém viu, fala para mim", comentou.
Ao ser questionado sobre a escolha de pessoas que já estavam no Corinthians durante o período em que a dívida do clube atingiu R$ 2,5 bilhões, o presidente interino reforçou que a responsabilidade pelas decisões cabe ao presidente.
"O sistema é presidencialista. Quem decide se vai gastar ou não é o presidente. Entendo que quando você toma decisão em grupo, você erra menos quando toma decisão sozinho. O presidente pode tomar a decisão sozinho, mas eu prefiro tomar decisões em grupo. O Corinthians tomou algumas ações que foram individuais. Hoje, estou sentado com um grupo de pessoas para tomar algumas decisões. Hoje, pelo estatuto, o presidente faz o que acredita que tem de ser feito", explicou.
"Na questão da Nike, fizemos uma análise de risco financeiro e por isso tomamos a decisão. Para eu fazer essa análise, tive que juntar pessoas competentes que existem dentro do clube. Existem pessoas que não têm cargos nomeados e são competentes. O presidente tem que presidir e botar as pessoas para trabalhar", continuou.
“O presidente tem que tomar a melhor decisão para o Corinthians, é assim que tem que ser feito. Caso contrário, a gente não organiza, não bota responsabilidades. É isso que estamos fazendo, estou ouvindo todas as pessoas. A decisão é do presidente, mas depois que ele ouviu. Deu para entender que o Corinthians mudou? O Corinthians está mudando, não é aquele Corinthians de antes", completou.
A definição sobre a permanência de Osmar Stabile como presidente interino está marcada para o dia 9 de agosto, um sábado. Nessa data, será realizada a Assembleia Geral dos Associados, que irá decidir se Augusto Melo reassume a presidência do Corinthians ou se terá seu impeachment confirmado.
Confira os diretores da gestão Osmar Stabile
- Emerson Piovesan - Direção Financeira
- Fábio Soares - Direção Administrativa
- Marco Polo Lopes Pinheiro - Direção de Esportes Terrestres*
- Carlos Roberto Auricchio - Direção de Futebol de Base
- Antonio Goulart dos Reis - Direção de Relações Institucionais
*Já estava em exercício na gestão Augusto Melo