Neste sábado, Corinthians e Jaraguá decidem o título da Liga Nacional de Futsal (LNF) de 2025. O duelo, além da taça, marca a despedida oficial de Deives das quadras, e o capitão corinthiano não escondeu a emoção da chance de fechar com chave de ouro.
"É um dia especial, sem dúvidas. É o último jogo como atleta profissional. E é um privilégio enorme a gente terminar uma carreira disputando uma Liga Nacional de Futsal. Eu sou extremamente grato ao clube, aos meus companheiros, ao (Fernando) Malafaia, a todas as pessoas que fizeram desse ano, e não só desse ano, dos quase dez anos de Corinthians. Falo isso no dia a dia também em relação o quanto que eles me ajudam para que a gente termine esse ano de uma maneira bonita", disse Deives em entrevista à LNF TV.
O maior ídolo do futsal alvinegro oficializou o adeus à modalidade em abril. Aos 40 anos, o camisa 10 vivenciou altos e baixos com a camisa do Timão, contando com preparo mental para superar adversidades nesta temporada. Na Liga Nacional, o clube alvinegro superou pedreiras no mata-mata, casos de Magnus e Carlos Barbosa, além da sensação Campo Mourão. Deives elogiou a resiliência do elenco para buscar o tricampeonato do torneio.
"Eu acredito muito que a parte mental faz parte não só nessa reta final, mas na vida do atleta profissional. A gente tem que, mentalmente, estar sempre capacitado para estar dentro do esporte de alto rendimento, e, obviamente, que dentro desses jogos de finais, semifinais, mata-mata. Nossa equipe vem fazendo isso nos playoffs. A gente teve uns chaveamentos difíceis, Carlos Barbosa, Magnus e o Campo Mourão, que é uma equipe que foi sensação. Em vários momentos, a nossa equipe saiu atrás do placar e conseguiu reverter, inclusive nesse último jogo contra o Jaraguá. A equipe tem uma palavra que pode descrever a nossa equipe esse ano, principalmente nos mata-matas, que é a resiliência. Nossa equipe dificilmente sai do jogo. Vai ser assim também (na final). O jogo vai nos exigir isso", iniciou.
"Foi uma temporada muito legal da nossa equipe, a gente disputou cinco campeonatos e chegamos em cinco finais. É o maior projeto de futsal do mundo. Sou muito grato, agradeço a Deus, ao Papai do Céu por tanta coisa boa. A gente sempre conversa, eu e o Malafaia, em relação às questões de jogo, de fora do jogo também. Agradeço muito a todo mundo que está no meu dia a dia, ao Malafaia, pela paciência, principalmente nessa reta final. Dizer que valeu tudo a pena, que está valendo tudo a pena, que, para mim, é um privilégio estar aqui e disputar uma final de Liga Nacional", completou.
Em 23 finais, Deives soma 16 títulos pelo futebol de salão do Parque São Jorge. Na partida de ida, marcou no empate por 3 a 3, em duelo que marcou a despedida do jogador do Ginásio Wlamir Marques . O pivô confirmou que tem vivido fortes emoções, caso da homenagem recebida na Neo Química Arena , mas demonstrou gratidão por todo o tempo de convívio no Timão.
"Os últimos dias tem sido de fortes emoções. Estive aqui, no treino, minha família está aqui em Jaraguá do Sul e as crianças estiveram aqui no final do treino, a gente tirou uma foto. Os dias têm sido de fortes emoções. Cada respirada é um olho cheio de lágrima. Mas está valendo a pena, como eu falei antes, está valendo a pena. Estou muito feliz, muito grato a todas as pessoas que me envolvem, a Deus por me proporcionar saúde e estar podendo competir em alto nível em um jogo como esse aqui. Só agradecer de verdade", explicou.
Para o último jogo da temporada, Deives reconheceu que a parte física pode ser um fator. No entanto, mesmo com 41 atuações em 2025, o pivô trata a decisão como o gás final para coroar uma carreira vitoriosa, que já soma duas conquistas da Liga Nacional, em 2016 e 2022, pelo Corinthians.
"Da minha parte, eu acho que não tem essa questão mental. Pela fase, obviamente, pesa um pouquinho mais (fisicamente). Em relação a isso, eu estou me sentindo um privilegiado. Só que eu acho que não tem questão física ou emocional que supere o que a gente sente de gratidão por estar num momento como esse aqui. Se estiver cansado para jogar uma Liga Nacional, alguma coisa está errada. Acho que tem a questão física de final de temporada, mas a gente tem um trabalho com uma equipe técnica, que é o Malafaia, que é a parte física do Juninho, fisiológica do Polito e toda a equipe dele, que trabalhou e trabalha incessantemente para que a gente chegasse nesse momento, tanto fisicamente quanto mentalmente preparados", completou.
A decisão está marcada para as 19h, na Arena Jaraguá, que está com ingressos esgotados. Em caso de novo empate, tanto no tempo normal quanto na prorrogação, a final terminará nos pênaltis.