Entrevista exclusiva com o camisa 10 do Corinthians na Copa São Paulo

Marco Bello

Setorista do Corinthians desde 2009 pela Rádio Transamérica, Marco Bello acompanha o dia a dia do clube

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Camisa 10 da Copinha, meia de 17 anos é a joia da base do Corinthians

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Camisa 10 da Copinha, meia de 17 anos é a joia da base do Corinthians

Fabrício Oya vai vestir a camisa 10 do Timão na Copinha

Foto: Daniel Augusto Jr / Agência Corinthians

O meia Fabrício Oya é um jogador diferente. Dentro e fora de campo.

Camisa 10 do Corinthians que estreia na Copa São Paulo no próximo dia 4 de janeiro, o “japa”, como é conhecido entre os colegas, chama a atenção com a bola nos pés.

“Se tiver falta perto da área, pode deixar comigo que é gol”, diz ele, brincando com o repórter.

Personalidade dentro de campo, chamando a responsabilidade de vestir a 10 em um time formado por jogadores mais velhos e experientes que ele, personalidade também fora dele.

Filho de donos de escolinhas de futebol em Campinas, Fabrício foge do estereótipo do boleiro comum. É articulado, brincalhão e confiante. Muito confiante!

A joia da base do Corinthians conversou nesta semana com exclusividade com o Meu Timão:

Meu Timão: Com 17 anos de idade, já vestir a 10 do Timão na Copinha é mais um dos seus grandes desafios?

Fabrício: Vestir a 10 é um peso grande. Quem não queria estar vestindo a 10 do Sub-20 do Corinthians em uma Copinha? Mas eu não levo isso como uma pressão, levo como incentivo e talvez até um mérito, por tudo o que eu já venho fazendo. E vou tentar fazer melhor, se eu sou o 10, eu vou fazer por onde. Podem esperar que eu vou dar muita alegria.

MT: Você nasceu onde? Fala um pouco da tua história, e suas características dentro de campo.

F: Eu nasci em Campinas, o Corinthians é meu primeiro clube, estou aqui desde os 12 anos. Esse vai ser meu sexto ano aqui já. Eu sou um meia clássico, jogo com muita qualidade nos pés, tenho uma bola parada muito boa. A torcida pode esperar que se sair falta perto da área vai ser gol com certeza (risos)! Mas além de fazer gol, se precisar colocar a bunda no chão eu vou colocar, e a torcida pode esperar que eu vou correr por eles.

MT: O futebol brasileiro hoje tem poucos meias clássicos. É o seu estilo? Como o Paulo Henrique Ganso, que para a bola e sabe distribuir o jogo?

F: Sim, todo mundo me fala isso, que eu talvez vá ser o meia clássico, que está faltando ao futebol brasileiro. Pra mim isso é muito bom. Isso é fruto do trabalho que eu venho fazendo. Mas eu tenho que fazer melhor, tenho que passar dessa expectativa para a realidade. Se um dia eu chegar no nível desses meias, pra mim tá muito bom.

MT: Quais os jogadores em que você se espelha em campo?

F: Meu ídolo principal é o Iniesta. Ele é um cara com muita qualidade, visão de jogo absurda. Ele joga, como se diz, “de terno”, então eu me inspiro muito nele e espero chegar perto do que ele já fez.

MT: Fazendo um boa Copinha, você espera ser observado e subir já nesse ano, ou tá muito novo ainda?

F: Olha, eu procuro viver o momento, então só penso em fazer uma boa Copinha. Quero tentar ganhar essa Copinha. Eu tenho calma, tenho paciência, e quando eles virem que eu estou preparado, vou subir e fazer um bom trabalho nos profissionais.

Veja mais em: Base do Corinthians e Fabricio Oya.

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Por Marco Bello

Marco Bello é jornalista, apresentador e repórter da Rede Transamérica de Rádio, setorista do Corinthians desde 2009

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