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Globo tem os direitos de transmissão, mas desprestigia o futebol feminino
Rodrigo França

Jornalista com passagem pela TV Cultura. Realizando o sonho de trabalhar com o Corinthians.

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Globo tem os direitos de transmissão, mas desprestigia o futebol feminino

Coluna do Rodrigo Martins França Dultra

Opinião de Rodrigo França

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Globo tem os direitos de transmissão, mas desprestigia o futebol feminino

Multicampeãs e pouca visibilidade

Foto: Rodrigo Coca / Agência Corinthians

Sempre falamos e ouvimos falar sobre a valorização do futebol feminino e como buscar métodos para alcançar esse protagonismo. Em especial no período de Copa do Mundo Feminina, esses comentários são os mais feitos por comentaristas da modalidade. Mas o passo adiante nunca é tomado.

Antes, o Brasileirão Feminino era transmitido semanalmente, em TV aberta, pela Band. Com os direitos comprados pela Globo há dois anos, pensamos ser um marco para o esporte, uma revolução para o crescimento do futebol feminino. Não foi. A emissora escondeu a transmissão do futebol feminino no SporTV.

Na próxima sexta, o Corinthians recebe o Internacional na Neo Química Arena, pela quarta rodada do Brasileirão Feminino, com alta expectativa de público e um jogo às 21h30. Rivalidade, horário nobre, estádio de qualidade, bom público e campeonato importante. O que falta para a Globo colocar esse jogo na grade da TV aberta?

Quando a Rede Globo coloca jogos do feminino em seu canal principal, o público assiste. No último confronto entre Corinthians e Internacional, pela Supercopa Feminina, sua audiência foi de 12 pontos, vista por 33% dos televisores ligados em São Paulo, segundo a Kantar Ibope Media. Maior que os quatro domingos anteriores.

Na partida do Corinthians contra a Ferroviária, válida também pela Supercopa Feminina, a Globo conquistou novamente 12 pontos de audiência, sendo maior, inclusive, que a audiência da goleada do Corinthians em cima do Botafogo-SP, válido pelo Paulistão Masculino, transmitido pela Record e que conquistou nove pontos de audiência, segundo a Kantar Ibope Media.

Mas não podemos aceitar que apenas as fases finais da competição sejam transmitidas para o público geral. É pouco. A gente quer acompanhar o campeonato com facilidade, de ponta a ponta. As disputas pela classificação, como joga cada um dos times. E as meninas merecem ter suas partidas mostradas ao maior número de pessoas possível. E não só as do Corinthians. Todas.

Como atrair patrocínios, altos valores, e um maior público, se nem a detentora dos direitos de transmissão valoriza devidamente o seu produto? O SporTV virou a zona de conforto da Rede Globo. Está na hora de mudar.

Veja mais em: Corinthians Feminino.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

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Por Rodrigo Martins França Dultra

Jornalista com passagem pela TV Cultura. Realizando o sonho de trabalhar com o Corinthians.

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