Carille errou ao pensar no próximo jogo; foco deveria ter sido o que passou

Rodrigo Vessoni

Formado pela FIAM, trabalhou na Rádio Transamérica e por 12 anos foi repórter e editor no Diário Lance!. Participa, quando convidado, de programas esportivos no SporTV e na Band.

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Carille errou ao pensar no próximo jogo; foco deveria ter sido o que passou

Carille optou por todos os titulares contra o Ceará mesmo com a sequência de jogos

Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians

Após a derrota para o Ceará, que garantiu a vaga na quarta fase da Copa do Brasil, o técnico Fábio Carille foi questionado por mim e por mais um colega sobre a utilização de todos os titulares num jogo em casa com a vantagem de dois gols no placar.

O treinador respondeu, entre outras coisas, que o tempo de recuperação física dos atletas era bastante suficiente, já que o duelo com o Santos seria apenas na próxima segunda-feira. Ou seja, cinco dias inteiros antes de a bola rolar.

E aí que, para mim, Carille se equivocou.

O foco não deveria ser o Santos, e sim, a sequência que veio antes do Ceará.

O Corinthians pegou Ferroviária (fora), Ferroviária (casa) e Santos (casa). Domingo, quarta e domingo. Três jogos em sete dias. Com um detalhe FUNDAMENTAL: três jogos com dois rivais que tocam a bola e fazem você correr mais do que o normal.

O que Ferroviária e Santos fizeram o Corinthians correr não foi brincadeira, principalmente, o time do interior. O estilo "Fernando Diniz" da equipe de Araraquara desgastou. E não foi pouco. Vários jogadores falaram sobre isso após a decisão dos pênaltis na Arena.

É por isso que, para mim, o planejamento foi equivocado.

O futebol apresentado pelo Corinthians diante do Ceará foi abaixo do normal. Intensidade só se viu nos primeiros 15, 20 minutos. Depois, todos atrás, correndo menos, marcando e tentando se expôr pouco. Love aquém, Gustagol aquém, Sornoza aquém, Avelar aquém, entre outros.

Enquanto isso, Pedrinho no banco, Jadson no banco, Boselli no banco.

Um jogo com quase 35 mil torcedores na Arena, que certamente seria encarado como uma grande final por esses jogadores que estão iniciando no banco de reservas.

Entendo que Carille não quisesse mexer na defesa. Até entendo nos dois volantes se fosse o caso. Mas por que não Boselli na do Gustagol? Por que não Jadson na do Sornoza? Por que não Pedrinho na do Love? Mudaria o quê?

Para mim, mudaria em um aspecto: a vontade em campo e a intensidade que poderiam mostrar.

Enfim: o foco não deveria ter sido o Santos, e sim, Ferroviária (2) e Santos.

Veja mais em: Fábio Carille, Copa do Brasil e Campeonato Paulista.

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Por Rodrigo Vessoni

Formado pela FIAM, trabalhou na Rádio Transamérica e por 12 anos foi repórter e editor no Diário Lance!. Participa, quando convidado, de programas esportivos no SporTV e na Band.

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