O amor de Fábio Santos no Corinthians e o futebol muito além dos números

Tomás Rosolino

Tomás Rosolino é jornalista faz um tempo. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, ex-Agora SP e Gazeta Esportiva. Hoje no Meu Timão. Vejo muito esporte, todo dia, o dia todo.

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O amor de Fábio Santos no Corinthians e o futebol muito além dos números

Fábio Santos em ação no jogo contra o Grêmio pelo campeonato brasileiro

Foto: Rodrigo Coca / Agência Corinthians

Fábio Santos voltou ao Corinthians aos 35 anos de idade depois de mal jogar no Atlético-MG no último ano. Reserva e em uma idade na qual os jogadores já pensam no final da carreira, parecia ser apenas uma aposta para compor o grupo, mas precisou de poucos jogos para mostrar que ainda tem bastante a oferecer ao Timão.

Desde que estreou contra o Vasco, o experiente jogador pareceu dar continuidade à trajetória interrompida em 2015. Todos os corinthianos já estavam acostumados a vê-lo no setor e acompanharam rapidamente um jogador de números pouco expressivos mostrar como a parte humana do jogo influencia muito no desempenho em campo.

Fábio não tem o poder ofensivo de Arana ou Kléber nem é uma fortaleza defensiva como foram Wladimir e Sylvinho. Com inteligência, porém, consegue um desempenho muito além do médio para o setor e mostra um apreço pelo clube onde foi campeão. "O Fábio era muito feliz aqui, sempre fala que tem saudades", disse um amigo meu do clube algumas vezes durante esse hiato de 2015 a 2020.

Outro amigo, Caju, esse torcedor, ressalta que a paixão de Fábio pelo Corinthians foi evidente desde o começo. Criado no São Paulo e torcedor do clube do Morumbi na infância, ele mostrou respeito total pelo Timão desde a primeira assinatura de contrato. Admirado com a torcida, tornou-se querido pela própria ao mostrar-se adaptado e com muita vontade dentro das quatro linhas.

Na minha opinião, é claro que um outro jogador com os números e as valências de Fábio Santos poderia não ser a solução imediata para um setor tão criticado nos últimos anos. A combinação dessa parte do jogo com o lado emocional, a entrega e a inteligência do camisa 26, porém, transformam-no em encaixe perfeito no setor.

"Ah, quero ver quando ele falhar". Sim, óbvio, tudo isso não deixa Fábio imune a críticas e erros, ainda mais com o tempo passando e ele não ficando mais novo. Sua capacidade, no entanto, é indiscutível.

Obs: por último, peço que olhem com atenção o lance em que Pepê recebeu na esquerda, trouxe para dentro e deu o corte para fora em Fagner. O lateral direito fez o movimento correto, assim como no jogo contra o Atlético-MG, mas frente aos mineiros Marllon não teve a leitura do lance. Fábio, mais baixo e com menos poderio físico que o zagueiro, mostrou que a capacidade de leitura joga muito a seu favor ao chegar bem para travar o que seria um lance claro de gol para o Grêmio.

Veja mais em: Fábio Santos.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

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Por Tomás Rosolino

Tomás Rosolino é jornalista faz um tempo. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, ex-Agora SP e Gazeta Esportiva. Hoje no Meu Timão. Vejo muito esporte, todo dia, o dia todo.

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