Corinthians publica nota de repúdio após influenciador associar clube a rosto de criminoso sexual

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Foto: Danilo Fernandes/Meu Timão

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Nota oficial

Corinthians publica nota de repúdio após influenciador associar clube a rosto de criminoso sexual

Por Meu Timão

O Corinthians veio a público repudiar um vídeo publicado pelo influenciador conhecido como “Igor Job”, que utiliza a imagem do clube em conteúdos nas redes sociais. Na gravação, ele aparece com a camisa alvinegra e o rosto de Jeffrey Epstein, criminoso sexual que faleceu em 2019 enquanto aguardava julgamento por acusações federais de tráfico sexual.

"O Sport Club Corinthians Paulista repudia veementemente qualquer tipo de manifestação ou comportamento que diminua pautas sérias, em especial aquelas que envolvam crimes de extrema gravidade, como a pedofilia.

O Corinthians é uma instituição centenária, construída por valores de respeito, diversidade, inclusão e integridade. Não compactuamos, em nenhuma circunstância, com atitudes que promovam ou relativizem crimes, tampouco com comportamentos que atentem contra a dignidade humana.

Reafirmamos que o escudo do Corinthians não pode e não será associado a pessoas, discursos ou pautas que contrariem os princípios que historicamente representam o clube e sua imensa torcida.

Seguiremos firmes na defesa do respeito, da justiça e dos valores que fazem do Corinthians uma instituição que vai muito além do futebol", escreveu o Corinthians.

O caso envolvendo Epstein diz respeito a uma ampla rede de exploração e tráfico sexual de menores que ele teria operado junto de sua ex-namorada, Ghislaine Maxwell. O empresário foi acusado de pagar por atos sexuais com adolescentes, traficar dezenas de jovens, algumas com apenas 14 anos, e forçá-las a prestar serviços sexuais em propriedades que mantinha nos Estados Unidos e em outros locais.

O episódio ganhou repercussão mundial não apenas pela gravidade das acusações, mas também pela associação de figuras públicas e influentes citadas em documentos do caso, como Bill Clinton, Donald Trump e o ex-príncipe Andrew, do Reino Unido. Recentemente, os Estados Unidos divulgaram milhões de páginas de documentos, além de milhares de imagens e vídeos relacionados às investigações sobre o empresário.

Jeffrey Epstein havia sido condenado e preso pela primeira vez em 2008. Anos depois, em 2019, voltou a ser detido sob acusações federais de tráfico sexual e conspiração para traficar menores com fins sexuais - mesmo ano em que foi encontrado morto em sua cela.

Veja mais em: Twitter do Corinthians e Instagram do Corinthians.

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