Análise: Cantillo domina o meio-campo do Corinthians e dá primeira mostra do seu futebol na Arena
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Por Tomás Rosolino
Cantillo deu um recital no meio-campo corinthiano enquanto o jogo esteve 11 x 11
Danilo Fernandes / Meu Timão
Victor Cantillo. O colombiano de 26 anos, que já faz até o autor desse texto questionar se acompanha tão bem o futebol, mais uma vez deu uma aula de domínio de meio-campo na manhã deste domingo, na Arena Corinthians. Principal jogador corinthiano, foi peça-chave para a amplitude e a rapidez da equipe de Tiago Nunes, merecedora de até mais que um 2 a 0 no clássico.
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O Corinthians dominou o primeiro tempo apostando na intensidade característica das equipes de Tiago Nunes. Assim como ocorreu em quatro dos cinco jogos da temporada, a equipe abriu o placar logo cedo, apostando na marcação pressão de um adversário ainda tentando se ambientar ao campo.
Cantillo, em uma das várias inversões de jogo precisas que conseguiu executar, aproveitou o movimento perfeito de Fagner, sempre abrindo para dar amplitude ao ataque. O lateral dominou e cruzou na segunda trave, onde Everaldo, fazendo o facão para aproveitar o lance, dominou e chutou para abrir o placar.

Lance do gol foi a regra do primeiro tempo: Cantillo abriu para Fagner na direita e, no balanço do ataque, Corinthians lotou a área santista
Reprodução
Foram várias inversões do mesmo jeito, normalmente da esquerda para a direita, possuindo como destino ou Fagner ou Janderson, dono de boa atuação no lado inverso ao que se acostumou a atuar recentemente no profissional. A marcação alta, com Pedro Henrique dando botes até na intermediária ofensiva, manteve o Timão dono do jogo.
O Santos ainda conseguiu, depois de cerca de 25 minutos, sair um pouco de trás e jogar a bola na área corinthiana, sem grande perigo. Com espaço no contra-ataque, o time da casa podia até ter ido ao intervalo com uma vantagem maior, mas pecou nas finalizações. Sidcley, embaixo da trave, foi quem desperdiçou a melhor delas.
A volta para o segundo tempo teve mudanças no Santos e conversa no Corinthians, mas tudo ficou diferente com um minuto de bola rolando. Janderson aproveitou a zaga adiantada do rival e, cara a cara com Everson, enfim fez o 2 a 0 para o Timão. O problema é que, na comemoração, levou o segundo cartão amarelo e acabou expulso.

Corinthians, com duas linhas de 4, se montou assim para controlar a pressão do Santos
Tomás Rosolino/Meu Timão
Com um a menos, Tiago Nunes mandou a campo Lucas Piton na vaga de Luan, deixando o lateral na segunda linha, auxiliando Sidcley na marcação e sendo opção para o contra-ataque. Camacho não aguentou o desgaste físico recente e saiu com menos de dez minutos também, deixando o treinador com poucas opções.
Apesar de recuado e com a proposta de defender sua vantagem, o Timão teve seus méritos ao evitar que o rival entrasse na sua área. A entrada de Mateus Vital na vaga de Everaldo deu ao Timão a cadência necessária para ficar com a bola. O meia entrou bem e deu à equipe até a possibilidade de escapar com Gabriel, que quase fez o terceiro.
