Ministro diz que Itaquerão é "caso à parte" e defende alteração no cronograma da Fifa

Ministro diz que Itaquerão é "caso à parte" e defende alteração no cronograma da Fifa

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Enquanto as 11 cidades-sede terão até o fim de 2012 para entregar os estádios da Copa-2014, o ministro Orlando Silva Jr. (Esporte) defendeu nesta quarta-feira que a arena do Corinthians é um "caso à parte" e que o cronograma da Fifa seja alterado para garantir a abertura em São Paulo.

O acordo com a Fifa prevê a entrega dos estádios até dezembro de 2012, a tempo da Copa das Confederações, que acontece em julho de 2013 e servirá de preparação para a Copa do Mundo.

"Evidentemente que São Paulo tem que ser tratado como um caso à parte, por um detalhe: São Paulo optou por um outro estádio. (...) Isso vai exigir que a Fifa redefina o cronograma", afirmou o ministro após audiência na Comissão de Turismo e Desporto, na Câmara dos Deputados.

O ministro, contudo, desconversou quando questionado se acreditava que o Itaquerão estaria pronto no início de 2013, como é o cronograma da Fifa para as outras 11 cidades-sede.

"Eu não conheço detalhes do projeto. Você pode andar mais rápido ou menos rápido em função do volume dos recursos disponíveis, em função do lugar. Então, eu teria dificuldades de dizer qual é minha expectativa. Eu desejo que isso fique pronto o quanto antes", disse.

Orlando Silva, que sempre defendeu a abertura da Copa em São Paulo, elogiou ainda a decisão do governador eleito do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), de reduzir a capacidade do projeto do estádio Mané Garrinha. As obras na arena já começaram, com custo de quase R$ 700 milhões para um público de 70 mil lugares. A intenção é que caia para 40 mil, mas ainda não foi definido como será a mudança de projeto e se isso pode atrasar as obras.

O ministro do Esporte disse que já havia dito ao governador do DF, Rogério Rosso (PMDB), que o projeto original "era um erro".

"[Brasília] não tem ainda hoje tradição no futebol para produzir essa demanda. A chance de ser um grande elefante branco de 70 mil lugares era enorme. Eu achei que a decisão foi acertadíssima."

O ministro acredita que a mudança no projeto não terá efeito no cronograma das obras do estádio.

Fonte: Folha

Enviado por: will2s

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