Volta das bandeiras com mastros é aprovada em São Paulo

Volta das bandeiras com mastros é aprovada em São Paulo

Torcida do Corinthians com bandeiras de mastro

Torcida do Corinthians com bandeiras de mastro

A volta das bandeiras com mastro foi aprovada pela Assembleia Legislativa de São Paulo por 90 votos a favor contra apenas dois não favoráveis, nesta quarta. Através do projeto de lei nº 177, proposto pelo deputado Ênio Tatto (PT), a sustentação às bandeiras volta a ser permitida após 16 anos banida dos estádios paulistas.

O projeto de Tatto, além da liberação do mastro, prevê a implementação de um sistema que, segundo o parlamentar, disciplina e controla o acesso e o comportamento do torcedor nos estádios.

- A aprovação é um voto de confiança às torcidas. Elas terão de arcar com a responsabilidade caso não usem com sabedoria. É a vitória da festa nos estádios - disse o parlamentar, que, durante a sessão parabenizou os deputados pela aprovação.

Dentre as outras medidas do projeto, que ainda têm de ser sancionadas pelo governador Geraldo Alckmin, estão a obrigação dos dados do comprador serem impressas nos ingressos das partidas e o fim do limite de bilhetes de meia-entrada.

A lei, após a possível sanção do governador, terá um prazo de 180 dias para entrar em vigor. Caso Alckmin vete a lei nº 177, o projeto retorna à Assembléia que pode derrubar o veto.

Cerca de 20 representantes das principais torcidas organizadas paulistanas marcaram presença. Os torcedores comemoraram a decisão da Assembleia.

- Clamamos o retorno da festa, como acontecia nos anos 70. Os mastros acrescentam muito na festa que proporcionamos aos estádios - disse Danilo Zangoni, sócio-fundador da Torcida Independente, do São Paulo.

A proibição das bandeiras com mastro ocorreu em 1995, a partir de lei proposta pelo então promotor e hoje parlamentar, Fernando Capez (PSDB). Em agosto daquele ano, em um confronto entre Palmeiras e São Paulo, pela Supercopa de Futebol Júnior, no Pacaembu, após briga generalizada entre as torcidas organizadas, a morte de um torcedor espancado por um pedaço de pau, motivou o veto.

Fonte: Lancenet

Enviado por: Bruno Carvalho

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