'Nação corintiana' estabelece canal de esporte da Fox no país

'Nação corintiana' estabelece canal de esporte da Fox no país

"A gente teve uma sorte muito grande, com seis grandes clubes brasileiros participando da Libertadores", diz Gustavo Leme, diretor-geral da Fox, sobre a primeira temporada do canal de esportes no país. "E uma sorte maior ainda de o Timão vencer a competição e causar aquela comoção na nação corintiana, que moveu metade do Brasil, praticamente."

Ele pede desculpas pelo "ufanismo de corintiano", mas reconhece que o impacto do Fox Sports e da Libertadores, que pesou positivamente nos números da programadora em 2012, não deve se repetir neste ano, já que Corinthians e outros saíram do torneio mais cedo.

"Cada vez que cai um time, a gente sente muito, mas tudo bem, a gente tem aí o Atlético Mineiro, que passa a ser o Brasil", diz Leme.

O peso dos direitos de transmissão consolidou o canal no país. E ele agora procura abrir novos espaços, para acomodar o excesso de conteúdo que reuniu.

Prevê lançar o Fox Sports 2 "até janeiro", para poder transmitir por inteiro, por exemplo, as corridas da Nascar. "Elas são muito longas e hoje a gente precisa optar entre pôr uma corrida inteira e cortar para o futebol".

O problema é que falta espaço nas operadoras de TV paga, em parte pela obrigatoriedade de canais nacionais prevista pela lei 12.485/12.

A solução será "pegar Fox Life e Bem Simples e unir num canal mais robusto de 'life style'", abrindo caminho para o segundo de esportes.

E não são só Libertadores e Nascar que a programadora precisa acomodar. Com o impacto do Fox Sports no ano passado, quando chegou a liderar a audiência de esportes, a Globosat abriu negociações para o SporTV voltar a transmitir a Libertadores.

Ofereceu em troca direitos para Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Copa do Mundo. Segundo Leme, a divisão entre as duas programadoras prevê que o Fox Sports a cada rodada escolha seu jogo primeiro, na Libertadores, e que o SporTV escolha primeiro nos outros torneios. De todo modo, agora sobram partidas com grandes clubes para o Fox Sports.

A Fox internacional detém outros direitos para a América Latina. "Para você ter uma ideia, a gente tem todo o UFC e toda a Fórmula 1, mas são direitos que a gente sabe que vai ser difícil tomar no Brasil, porque é um relacionamento que a Globo tem para o país há anos", diz Leme. (NS)

Fonte: Folha de São Paulo

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