Presidente do Corinthians, Roberto de Andrade, cobra da Prefeitura a emissão total dos CIDs

Presidente do Corinthians, Roberto de Andrade, cobra da Prefeitura a emissão total dos CIDs

Por Meu Timão

Presidente falou sobre a Arena Corinthians

Presidente falou sobre a Arena Corinthians

Foto: Divulgação

O programa Arena Sportv desta quinta foi recheado de declarações interessantes do novo presidente do Corinthians, Roberto de Andrade. O mandatário fez uma cobrança pública à Prefeitura de São Paulo a respeito da emissão dos CIDs (Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento) para a Arena.

De um total de R$420 milhões em títulos que podem ser comercializados com empresas no mercado imobiliário para a equitação de ISS (Imposto Sobre Serviços) e IPTU (Importo Predial e Territorial Urbano), cerca de R$ 40 milhões estão faltantes.

Até o final de 2014, R$ 380 milhões foram liberados, referentes ao projeto de Lei 288/2011, que previa incentivos fiscais para a construção do estádio da abertura da Copa do Mundo.

- Lembrando que a Prefeitura nos prometeu CIDs desde o início, de R$ 420 milhões, depois ficou a promessa que seriam pagos depois da Copa, mas até agora não nos deram. Isso faz com que estejamos pagando dívidas. Cada dia que Prefeitura deixa de nos dar os CIDs, vamos aumentando um pouquinho a dívida. Por favor, Prefeitura, vamos resolver isso - cobrou.

A partir de julho deste ano, o fundo que administra a Arena terá que pagar cerca de R$ 5 milhões por mês ao BNDES. O banco, aliás, fez um empréstimo de R$ 400 milhões para a construção do estádio.

No ano que vem, a conta vai aumentar. Serão mais R$ 5 milhões por mês, somando R$ 10 milhões no total, isso porque o Corinthians vai começar a pagar também despesas referentes à Copa do Mundo e juros acumulados durante as obras. Fora os R$ 420 milhões que serão pagos com os CIDs, o Timão terá de pagar ainda cerca de R$ 750 milhões.

Os naming rights, negociados pelo ex-presidente Andrés Sanchez, deve ajudar e muito no pagamento desses débitos. E o presidente falou do assunto.

- Começamos a busca para vender o nome desde que foi colocado o primeiro caminhão de areia em Itaquera. Não foi feito (o acordo) não porque não quisemos, mas é que algumas empresas que avançamos a negociação mudaram. A economia mundial atravessa um momento difícil, também encontramos dificuldades para negociar. Não estamos de braços cruzados. Em um futuro bem próximo estaremos anunciando a venda do nome. Estamos conversando com duas empresas e não chegamos a valores. Estamos definindo as marcas, o que temos para negociar. Não é só nome. Pode ser que em breve teremos um resultado positivo - finalizou Andrade.

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