Irreverente, Vampeta relembra provocação de Edílson e briga contra Palmeiras

Irreverente, Vampeta relembra provocação de Edílson e briga contra Palmeiras

Por Meu Timão

O ano de 1999 entrou para a história de Corinthians e Palmeiras. Com elencos repletos de craques, os rivais paulistas protagonizaram duelos marcantes pelo Campeonato Paulista e pela Copa Libertadores. Sempre irreverente, o ex-jogador do Timão, Vampeta, relembrou a briga iniciada por Edílson e Paulo Nunes na decisão do Estadual.

“O Palmeiras tinha eliminado a gente na Libertadores nos pênaltis, e na semana seguinte era a final do Paulista. Nós perdemos numa quarta-feira, e domingo era de novo Corinthians x Palmeiras”, contou Vampeta, em entrevista ao canal Desimpedidos.

Após ser derrotado no confronto de ida por 2 a 0, a equipe alvinegra chegou a igualar o placar e levou a classificação às semifinais da Libertadores para as penalidades máximas. No entanto, a vaga ficou com o time da Barra Funda, que viu o próprio Vampeta e Dinei desperdiçarem as cobranças pelo Timão.

“Metemos 3 a 0 no Palmeiras. E pro Palmeiras ser campeão paulista, precisava ganhar com quatro gols de diferença. Estamos em Atibaia, o Edílson fala: ‘Porr*, velho! O Palmeiras entra no jogo com todo mundo de cabelo pintado de verde. Como nós vamos sacanear essas caras aí?’. E o Dinei falou: ‘O Paulo Nunes gosta de imitar a feiticeira, tiazinha’”, relembrou.

“‘Se tiver ganhando, vou atravessar o campo fazendo embaixada’. Alguém do banco gritou: ‘Edílson, falta oito (minutos)’. O Edílson pegou a bola, fez a embaixada e o pau fechou. O time do Palmeiras muito mais forte em estatura, Clébão, Oséas, Roque Júnior, Evair. E o time do Corinthians com Marcelinho, Ricardinho, Índio, Edílson... (risos)”.

A provocação de Edílson rendeu uma verdadeira batalha dentro de campo. Para não sair na pior, Vampeta partiu para cima de Oséas, do Palmeiras. Com bom rumor, o corinthiano recorda o momento. “Abafei o Oséas que era Bahia, né? Meu conterrâneo. Quando o pau fechou, peguei o Oséas, segurei e falei: ‘ Se eu levar um, eu sei onde você mora na Bahia, eu te pego lá’ (risos)”, comentou.

Apesar da rivalidade e do clima de tensão do clássico, o ex- volante do Timão revelou que os jogadores eram amigos, e que as brigas permaneciam dentro das quatro linhas. “Na semana seguinte, tinha uma bar na Avenida Sumaré e os jogadores do Palmeiras normalmente frequentavam. Aí eu fui lá com o Edílson, ele levou mais uns quatro parceiros dele. Encontra o Paulo Nunes e diz: ‘E agora, como vai ficar a confusão? ’. ‘Pô, aquilo lá ficou dentro de campo...’. Já sentou todo mundo junto e já morreu todos os assuntos. Depois fomos todo mundo pra Copa do Mundo. Hoje todo mundo é parceiro”, completou.

Relembre as embaixadinhas de Edílson e a briga campal contra o Palmeiras

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