Após pedido de promotor, Justiça liberta acusado de chacina na Pavilhão 9

Após pedido de promotor, Justiça liberta acusado de chacina na Pavilhão 9

Por Meu Timão

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Por volta das 23h, oito integrantes da torcida organizada foram assassinados em São Paulo

Por volta das 23h, oito integrantes da torcida organizada foram assassinados em São Paulo

Foto: Reprodução/Facebook

O policial militar Walter Pereira da Silva Junior, acusado de executar oito integrantes da torcida Pavilhão 9, foi solto nesta segunda-feira. A Justiça de São Paulo atendeu ao pedido do promotor Rogério Leão Zagallo, responsável pela acusação no caso, que reivindicou a liberdade do PM alegando “falta de provas”. A informação é do portal UOL Esporte.

O pedido de Zagallo ocorreu na última sexta-feira (04), durante a 3ª Audiência de Instrução, no Fórum Criminal da Barra Funda. A solicitação surpreendeu a Defensoria Pública do Estado de São Paulo, que se posicionou contra o promotor. Apesar da decisão, a assistência de acusação tentará um efeito suspensivo.

No dia 18 de abril, três homens invadiram a sede social da Pavilhão 9, torcida organizada do Corinthians, em busca de Fabio Neves Domingos – ele teria uma dívida com o Silva Junior e Rodney Dias, ex-policial que também está preso preventivamente desde maio. Na ocasião, oito pessoas foram assassinadas.

“A verdade é que este senhor é um monstro, é uma temeridade soltá-lo nas ruas”, disse Saraiva Onesmo dos Santos, advogado criminalista. Um dos sobreviventes da chacina contou à investigação que os criminosos o enrolaram em uma bandeira e o colocaram ao lado dos torcedores mortos, e que só não o mataram porque era um prestador de serviços.

Oito meses depois do crime, familiares das vítimas temem a liberdade da dupla. No último domingo (06), antes do jogo entre Corinthians e Avaí, pelo Campeonato Brasileiro, integrantes da Pavilhão 9 organizaram um protesto no lado externo da Arena pedindo justiça. “Indenização às famílias. Eles não eram bandidos. Bandido é quem matou”, dizia uma das faixas.

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