Das arquibancadas, as mulheres corinthianas representam e ocupam seu espaço na maior torcida do Brasil

Das arquibancadas, as mulheres corinthianas representam e ocupam seu espaço na maior torcida do Brasil

Por Mayara Munhoz*

Se você é mulher, apaixonada pelo futebol, corinthiana, sabe que não é fácil lutar pra que seu espaço seja garantido e reconhecido nas arquibancadas. O ambiente do futebol ainda é hostil e a conquista do espaço é exercício diário, que requer paciência e dedicação.

Se você é homem, talvez ainda precise olhar para o lado e ver uma igual. Não uma musa, uma flor, uma presença que embeleza o estádio: mas uma companheira no grito. Esquecer as velhas ideias de que a regra do impedimento não está ao alcance das mulheres e abrir espaço para as que representam tão - ou melhor - do que homens o verdadeiro espírito do corinthianismo.

Em meio a esse cenário, nesta terça-feira, dia 8 de março, é comemorado o Dia Internacional das Mulheres. Por isso, para comemorar e homenagear essa corinthianas, guerreiras e fiéis, o Meu Timão conversou com cinco torcedoras. Elas são mulheres que respiram o Corinthians e sabem dizer o que significa fazer parte desta nação.

Cinco mulheres diferentes. Elas são mães, filhas e irmãs, mulheres, iguais. Torcedoras. Moram no Brasil, na Áustria, em São Paulo, mas todas tem algo em comum: o Corinthians em suas vidas. Confira!

Teka Ganam

30 anos, reside em São Paulo, mas é mineira.

Teka é corinthiana desde criança. Ela fugia de casa para ir aos jogos, escondida da mãe e do padastro. Com o passar do tempo, ganhou a companhia da irmã mais velha nas arquibancadas. Irmã essa, aliás, que lhe deu um sobrinho (e afilhado!) com o nome de Luan Sócrates em 2015. Ano este que ficou marcado como o que Teka foi em mais jogos do Timão dentro e fora de casa.

Para a Teka, ser corinthiana é:

"O Corinthians é o meu combustível de vida: me faz trabalhar mais, para poder ir a mais jogos; me fez me curar mais rápido de algumas doenças, pra poder voltar ao estádio antes da hora; me faz acreditar na força de mudança do povo, a cada mobilização e quebra de paradigmas que conseguimos. Foi pelo Corinthians que eu conheci meus melhores amigos (que moram no Rio, em BH, SP e Caldas Novas). É com o Corinthians e pelo Corinthians que eu vivi e vivo os meus melhores momentos da vida".

Stefani Costa

27 anos, Viena, Áustria.

Stefani sempre teve uma relação intensa com o Corinthians. Quando pequena, a família saiu de São Paulo e foi morar em Goiânia - o que fez com ela acreditasse que seu interesse pelo Timão mudaria. Pelo contrário, só aumentou. Com a família toda corinthiana, inclusive com o pai membro de torcida organizada, Stefani sofreu para conseguir ir aos jogos do Timão sozinha. Precisou até ir escondida uma vez, em 2005 - e foi flagrada pelas câmeras da televisão.

Ela é uma das criadoras da Fiel Goiânia e viajou pelo Brasil todo para acompanhar o Timão. Agora mora do outro lado do mundo, mas não deixa de acompanhar o Corinthians e até faz parte do Núcleo de Estudos do Corinthians, no projeto Neco Mulher.

Para a Stefani, ser corinthiana é:

Nunca desistir.

Nayara Perrone

28 anos, São Paulo.

Nayara considera o Corinthians quase uma religião. Acompanha os jogos em casa, gosta de ir ver as partidas in loco. O Corinthians é o seu termômetro de humor: quando perde não é um dia bom. O amor pelo Timão foi herdado - com muito orgulho! - do avô, corinthiano fanático. Nayara é daquelas que canta os 90 minutos e deixa o estádio de alma lavada.

Para a Nayara, ser corinthiana é:

Acho que ser corinthiana afeta todas as áreas da vida. Você enquanto torcedora identificada com o clube, leva consigo os valores que o seu time tem. Obviamente comigo não é diferente. Tenho muito orgulho de torcer para um time que veio de origem humilde e tento aplicar o corinthianismo no meu cotidiano. Seja cobrando o torcedor que não faz sua parte, seja esclarecendo e combatendo o neo-corinthianismo que chegou com a elitização do futebol e até de ter esse pensamento presente e questionar coisas na vida - assim como no clube - fazem parte do que é ser corinthiana pra mim. No fim, é um misto de alegria e plenitude muito grande.

Rosiane Siqueira

28 anos, São Paulo.

Rosiane tem o Corinthians como o norte de sua vida. Ele está presente 24 horas por dia com ela. O Timão define a sua vida, o seu humor. Já definiu amigos, feitos em fóruns de internet e arquibancadas; já definiu amores (e términos!), trabalho, situação econômica e até relações familiares. Hoje, o Corinthians também é parte de sua rotina diária: ela é coordenadora do projeto Neco Mulher.

Para a Rosiane, ser corinthiana é:

Ser guerreira. A mulher, por si só, já é! Por todas as lutas e conquistas que tem diariamente. Mas a mulher corinthiana tem isso na alma, aprende na arquibancada, aprende com a história do clube, aprende em campo e traz isso pra vida. Não desistir antes do apito final, acreditar na virada, gritar ainda mais forte pra ter energia, saber que muitos estarão contra nós. Isso é ser corinthiana! Guerreira na vitória ou na derrota!

Thaina Araujo

23 anos, São Paulo.

A Thaina é uma mãe corinthiana. Sua relação com o Corinthians é a mais bela que existe, segundo a própria. Foi amor à primeira vista, ou a primeiro jogo. Em 2007, contra o Figueirense. Naquele dia, o Pacaembu estava inflamado e Thaina não se conteve: se apaixonou imediatamente. Agora, quase dez anos depois, ela passa esse amor para a pequena Manu, sua filha de cinco anos de idade - sua parceira fiel.

Para a Thaina, ser corinthiana é:

O Corinthians me proporcionou as maiores alegrias, grandes amizades e incríveis lugares. Com ele colhi frutos, e o mais belo é a Manoela. No qual aprendeu o caminho certeiro. "O velho ditado é quem diz, Corinthians é uma raiz, que nasce forte em qualquer lugar"

*Colaborou Vinícius Silva e Lucas Faraldo;

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