Dorival Júnior com as mãos na cintura no duelo diante do Bahia

Dorival Júnior com as mãos na cintura no duelo diante do Bahia

Foto: Wanderson Oliveira / Meu Timão

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Decisão técnica

Dorival Júnior explica escolhas no meio-campo e aposta em Garro e Bidon juntos no Corinthians

Por Diego Coppio, Beatriz Maineti e Victor Gomes

O Corinthians foi derrotado para o Bahia na estreia do Campeonato Brasileiro, na noite desta quarta-feira, por 2 a 1, de virada. Na coletiva pós-jogo, o técnico Dorival Júnior falou sobre a composição do meio-campo na partida, com Raniele , Carrillo , Breno Bidon e Rodrigo Garro , além de abordar a estratégia de marcação caso essa seja a formação utilizada na decisão da Supercopa Rei, no próximo domingo, contra o Flamengo.

“A marcação não é apenas individual, mas por compactação. Se a equipe está bem posicionada, você não dá muito espaço para o adversário jogar. A nossa retomada de bola sempre foi muito rápida, desde o ano passado. Fomos uma das equipes que mais pressionavam após a perda da posse e conseguiam recuperar a bola com poucos toques do adversário. Hoje, porém, o Bahia aproveitou, com competência, os dois momentos em que erramos, proporcionando situações que foram decisivas para eles”, disse o treinador corinthiano.

Dorival acredita que colocar jogadores que saibam trabalhar a bola pelo meio não interfere na forma que o time irá marcar, e ainda faz com que a equipe consiga trabalhar melhor a bola e dominar as ações da partida.

“Outro dia jogamos aqui contra o Santos com o meio-campo dessa forma, apenas com um homem a mais por dentro, o que muitos acharam um absurdo naquele momento. E nós tivemos o domínio da partida. Isso mostra que, quando você tem meias que sabem trabalhar a bola, ao colocá-los juntos, eles encontram espaços e caminhos para a equipe jogar”, opinou Dorival.

Contra o Santos , na partida que terminou empatada por 1 a 1, pela primeira fase do Campeonato Paulista, o meio-campo foi escalado com Raniele, Carrillo, Breno Bidon, Matheus Pereira e André Luiz.

“Sempre é assim: quando você tem três jogadores, todos falam que são volantes, mas não. Volante, na nossa equipe, é o Raniele e, de repente, o Charles. São dois jogadores que podemos considerar volantes; os demais não. Os outros são meias, atletas de muito mais troca de passes. Eu não tenho receio de colocá-los juntos, porque não vejo problema nisso”, complementou o técnico.

O treinador corinthiano ainda falou sobre a possibilidade de entrar em campo com Garro e Breno Bidon ao mesmo tempo, tema que tem gerado questionamentos recentemente. Acostumado a jogar na faixa central, o camisa 7 começou a ganhar destaque - e até a marcar gols - após ser colocado em uma posição mais ofensiva. Contra o Velo Clube , inclusive, entrou justamente no lugar do argentino.

“Sem problema nenhum. Jogadores de qualidade podem atuar em qualquer situação e em qualquer função. O difícil é adaptar jogadores que não têm nível, capacidade ou qualidade”, afirmou.

Dessa forma, tanto Bidon quanto Garro devem iniciar como titulares na decisão da Supercopa Rei contra o Flamengo. A partida acontece em Brasília, no próximo domingo, às 16h.

Veja mais em: Dorival Júnior, Rodrigo Garro, Breno Bidon, Corinthians x Bahia e Resultados do Corinthians.

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