Candidato Osmar Stábile: Neste modelo, Fielzão não será do Timão

Candidato Osmar Stábile: Neste modelo, Fielzão não será do Timão

Candidato Osmar Stábile: Neste modelo, Fielzão não será do Timão

Candidato Osmar Stábile: Neste modelo, Fielzão não será do Timão

Osmar Stábile, um dos candidatos a presidente do Corinthians nas próximas eleições, é conhecido no Parque São Jorge pela sua paixão em ajudar o Timão ter o seu próprio estádio de futebol. Ele promete se empenhar nesta tarefa com afinco se vencer as eleições.


'O estádio é irreversível'.


M
as discorda da maneira como Andrés Sanchez, presidente agora licenciado, e Luis Paulo Rosenberg vêm conduzindo o assunto.

'Do jeito que eles estão fazendo, o Corinthians entra com o nome, dá dinheiro para terceiros e perde a propriedade do estádio'.

O Portal Futebol Interior ( FI ) o entrevistou.

FI: Como o senhor está vendo o tema estádio, com a confirmação do presidente Andrés Sanchez de que o Corinthians vai autorizar a criação de um Fundo Imobiliário para levantar recursos para a construção do Fielzão?

OSMAR: O mínimo que se pode dizer é que Rosenberg mentiu para o Conselho Deliberativo. Lá, ele falou com todas as letras: a construtora vai fazer o estádio em troca apenas do naming rights. O Corinthians não vai gastar nada. Desde o início, duvidamos. E olha que naquela oportunidade (agosto do ano passado), o estádio ia custar 350 milhões de reais. Agora, custa 1 bilhão. Mas a própria imprensa estava encantada com o marketing do engodo, e acreditou nele.

FI: O que há de errado em se constituir um Fundo Imobiliário para erguer o Fielzão?

OSMAR: O que há de errado é que, com isso, a atual administração e seu marketing demonstram que não têm a menor capacidade para gerar e gerir uma obra como a do nosso estádio. É muito bla-blá-blá, muita propaganda e nada de prático. Com o Fundo, o Corinthians não é mais dono de seu estádio. E ainda vai ajudar os outros a ganharem dinheiro em cima de nós. É uma temeridade entregar a responsabilidade de um estádio a uma pessoa como o diretor de marketing, marcado por ter problemas em todas as empresas que assessorou.

FI: O que o leva afirmar isso?

OSMAR: Meu amigo, o Corinthians tem uma dívida de 180 milhões de reais! Os números são do presidente, divulgados numa entrevista coletiva dele, há 10 dias. E não estão computados aí, os impostos atrasados. Não se pagou um centavo de imposto na atual gestão. Por isso, eles tiveram que entregar o estádio, antes de ele começar. O Corinthians não será mais dono do estádio. O que é lamentável, frustrante, decepcionante.

FI: Mas o presidente diz que o Corinthians poderá ser dono do estádio daqui a 10 anos.

OSMAR: Isso é o que seu diretor de marketing diz e ele acredita. Pelo amor de Deus! Qualquer pessoa razoavelmente informada sabe que os donos do estádio serão os quotistas do Fundo Imobiliário. Isto está na lei que criou os Fundos Imobiliários. Não é questão de opinião. E todo quotista vai querer o seu dinheiro investido de volta. Com juros e correção monetária. O Corinthians ficará refém dos investidores. Para recuperar o estádio terá que remunerar - e muito bem - quem investiu.

FI:
Mas o Corinthians não poderá 'remunerar 'os investidores, como o senhor diz, com as receitas do estádio?

OSMAR: Primeiro, não sou quem diz, é a lei. Muito bem. Então, faça uma conta simples comigo. Digamos que os investidores coloquem 450 milhões no Fundo. Menos que isso não será. Poderá é ser mais. Certamente, os quotistas vão querer receber, no mínimo, 13, 14% ao ano sobre o capital investido. Faz parte do Estatuto dos Fundos. Por isso, é que vieram para o Fundo. Para receber 10% ao ano, eles ficam em aplicações de menor risco. Isso dá mais de 60 milhões/ano. O estádio levará três anos para ser construído. A remuneração acumulada e não recebida dos investidores será, então, em 2014, de mais de 180 milhões de reais. Claro, que os investidores vão querer começar a receber quando o estádio estiver inaugurado. E como Corinthians vai pagar 180 milhões mais o principal, 450 milhões de reais, pelo menos 730 milhões, mais uma correçãozinha, tudo de uma vez? Se não pagar, continuará pagando a remuneração dos quotistas ano a ano. E só. É como se pagássemos aluguel de nossa casa própria.

FI:
Repito a pergunta: as receitas não vão cobrir este tipo de empréstimo? Mesmo sendo um estádio da Copa?

OSMAR: Foi bom você tocar no assunto. A Copa do Mundo não dá nada ao Corinthians, financeiramente. Dá prestígio, é claro. Você sabia que teremos que tirar qualquer menção ao naming rights durante a Copa? Que não haverá cadeiras cativas? Que quem tiver camarote terá que pagar ingresso igual? Que os produtos vendidos serão os que a FIFA determinar? Tudo isso vai postergar a compra destes direitos. Agora, imagine um estádio depois da Copa. O Corinthians faturou este ano, em arrecadação cerca de 19 milhões de reais brutos. Temos que tirar algumas despesas daí. Se alugarmos camarotes, se fizermos shows e bailes de formatura no Fielzão, se arrendarmos os bares e restaurantes, naming rights, se formos donos do estacionamento e de lojas que poderemos implantar no complexo, digamos, que tenhamos um lucro líquido de 60 milhões de reais. Sim, porque o estádio também tem despesas - e altas - de manutenção. Não dará nem para pagar a remuneração anual dos investidores. E repare que coloquei a receita de bilheteria nesta conta. Uma receita que se for repassada aos investidores vai nos fazer muita falta no orçamento do futebol que, todos sabem, é muito alta. Gastamos cerca de 10 milhões por mês fixos no departamento. 120 milhões por ano. Sem falar que teremos sempre de contratar um ou outro jogador. A prevcisão orçamentária fala em 150 milhões de reais ao ano de despesas.

FI: Então a opção por um Fundo foi ruim para o Corinthians?


OSMAR:
Foi péssima, como toda a ação do marketing corintiano, que é muito lero-lero e pouco dinheiro em caixa.Tínhamos que permenecer donos de todas as possíveis receitas do estádio. De que adianta aumentar a arrecadação se você passa a gastar mais do que arrecada. Ou entregar para terceiros, como Rosenberg está fazendo. Outras opções? Tínhamos, sim. Todo o Conselho sabe. Mas Andrés quis impor seu projeto, entregando a condução a Rosenberg. desprezou parceiros fortes, sólidos, que nos dariam estádio sem custo. Deu no que deu. Agora, vamos ganhar as eleições e ter que administrar esta herança madrasta. É o que vamos fazer. Porque o estádio vai sair de qualquer jeito. Isto eu garanto. Só que não do jeito que Rosenberg quer, com o Corinthians sendo explorado.

Fonte: Futebol Interior

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