Tapem os ouvidos

Tapem os ouvidos

Corintiano, do campo, da diretoria ou da arquibancada, tape os ouvidos a partir de agora.  Como todo time brasileiro que chega diante do Boca, a tortura é inevitável.

A imprensa brasileira vai começar a pintar um bicho que não existe. Ao invés de um respeitável e tradicional clube argentino, farão, como sempre, do rival alvi-negro um demônio imortal.

Falarão da Bambonera, um Canindé com grife, como se fosse um campo sagrado onde ninguém pode pisar sem ajoelhar no chão e beijar os pés dos argentinos.

O Boca é um time grande num país com 2 times grandes há anos. Hoje, um deles na série B. Ou seja, o Boca reina sozinho.

É o mais forte clube da Libertadores porque tem, além de camisa e nenhuma vergonha de jogar um futebol tosco voltado para a catimba e um contra-ataque mortal por jogo, nossa complexo de vira latas como aliado.

Sempre que um time brasileiro encara o Boca fazem dele um pobre coitado tentando “surpreender” o poderoso argentino em seu campinho de botão. Campinho que aqui seria “sem estrutura”, “pobre”, “antigo”. Lá, por necessidade de exaltar o do vizinho, achamos “charmoso”e só.

Até é, além de ser um ovo.

Um dos raros clubes brasileños que vi não ter MEDO do Boca foi o Fluminense. E assim, deitou e rolou. Só ficou fora nesta Libertadores porque jogou sem seus 4 principais titulares e ainda assim só perdeu aos 44 do segundo tempo.

O time é comum. Mas é chato.  Como quase todo time argentino, procuram sem pudor uma forma de ganhar a vaga. Não importa se com a bola, com pontapés, com abafa, com pressão, juiz ou o que for. O Boca é o mais temido time das Américas pelo conjunto, não pelo time.

Some um estádio que pressiona, uma torcida que atira pedras em você desde a chegada no bairro, um barulho infernal, uma camisa pesada, um juiz que morre de medo de apitar no tal do Bambonera e uma mídia argentina patriota, somada a mídia baba-ovo do Brasil.

Virou um monstro.

Mas não é.

Trate o Boca como um time e vencerá.  Se tratá-lo como um bicho papão, como algo maior ou mais seguro que você, vai ser mais um brasileiro que tem mais time e volta de lá eliminado.

A diferença entre ser estatística e história está na forma com que você enxerga o seu adversário.

Com respeito, sempre. Medo, nunca.

Não aceitem a condição de “coitadinho”.  Não se permitam acreditar estar diante de algo maior que vocês. Porque não é.

Sou mais Corinthians.

Fonte: Blog do Rica Perrone

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