Gustagol e sonho de fazer uma nova tatuagem na perna: a imagem de um troféu pelo Corinthians

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Gustagol concedeu entrevista exclusiva ao Meu Timão no CT Joaquim Grava

Gustagol concedeu entrevista exclusiva ao Meu Timão no CT Joaquim Grava

Rodrigo Vessoni

Gustagol perdeu as contas de quantas tatuagens estão espalhadas em seu corpo. Além da que marca o seu primeiro jogo pelo Corinthians na pele, outras duas também são especiais e o jogador não esquece: a imagem da taça da Copa do Nordeste, conquistada pelo Bahia em 2017, e a imagem da taça da Série B do Brasileiro, conquistada pelo Fortaleza, em 2018.

Agora, pelo Corinthians, o centroavante sonha fazer a tatuagem de uma das taças disputadas pelo Timão nesta temporada. Essa é uma das revelações do camisa 19 ao Meu Timão, em entrevista exclusiva concedida no Centro de Treinamento Joaquim Grava.

O centroavante, que já tem oito gols no retorno ao Corinthians, falou ainda do período sem jogar por causa do problema no joelho esquerdo, da convivência com Boselli e Love, que é seu companheiro de quarto nas viagens, além da melhora da equipe no período de ausência.

Se nenhuma intercorrência acontecer nos últimos dois treinos (sexta e sábado, ambos pela manhã), Gustagol retornará à equipe contra a Ferroviária, neste domingo, às 19h, em Araraquara, pelas quartas de final do Paulistão.

Veja abaixo a entrevista exclusiva do artilheiro do elenco do Timão em 2019:

Gustagol deve retornar à equipe neste domingo, contra a Ferroviária

Gustagol deve retornar à equipe neste domingo, contra a Ferroviária

Rodrigo Vessoni

Como foi para você ficar ausente por esse período após o problema no joelho esquerdo?

Muito difícil, queria estar lá dentro (de campo) para ajudar meus companheiros e o Corinthians. Infelizmente, eu tive essa pequena lesão no joelho. Mas quero agradecer a Deus, os médicos do clube, ao Caio (Mello, fisioterapeuta) que ficou responsável pela minha recuperação. Graças a Deus estou bem, pronto para voltar.

O lance parecia normal, mas depois pela televisão todos viram que foi uma tesoura por trás do zagueiro do São Bento. Como você analisou o lance? Ele poderia ter evitado?

É difícil eu culpar o zagueiro pela maneira que foi a entrada, faz parte do jogo, era aquela maneira que ele tinha de me parar e, infelizmente, tive essa contusão. Mas é ter a cabeça boa, faz parte do futebol. Se houve maldade ou não, eu não saberei responder mesmo.

A parada vai atrapalhar seu futebol ou a confiança após tantos gols segue em alta?

Minha confiança é a mesma, vou continuar com mesmo foco, com a mesma determinação. Quando receber uma nova chance, eu vou procurar aproveitar e trabalhar. Só assim vou conseguir meus objetivos.

Como está a convivência com o Carille? Em 2016, na sua primeira passagem, ele era apenas um auxiliar...

Convivência boa, me ajudou muito na primeira passagem. Eu pedi para treinar mais naquela época, quando eu estava mal, o Carille foi quem deu treino separado para mim em diversas oportunidades. Hoje estou podendo trabalhar com ele de novo, e estou podendo ajudar a equipe.

Falando em treinador, você ainda fala com o Ceni? Segue tendo contato com o treinador do Fortaleza, seu ex-clube?

No começo a gente mantinha mais contato, mas foi passando o tempo diminuiu, ele está na correria dele, eu aqui na minha, mas sempre que pode a gente se fala, sim. Torcerei sempre por ele, espero que possa conquistar grandes coisas pelo Fortaleza.

Na sua impressionante sequência de gols (oito em onze jogos), a equipe não estava bem, não criava tanto. Agora, após um período de jogos e mais entrosamento, o jogo parece fluir com mais naturalidade. Você sente isso de fora?

Era começo de temporada, sabíamos que a evolução aconteceria, que era apenas uma questão de tempo. Hoje, graças a Deus, o time está mais entrosado, a gente está conseguindo entender o estilo de jogo do companheiro dentro de campo e as coisas vão dando mais certo.

Você acha que, voltando diante desse cenário, com um futebol melhor, a tendência é a manutenção da sequência de gols ou até um aumento deles?

Sim, quando o coletivo vai bem, a parte individual do atleta vai bem. Espero voltar na mesma intensidade dos demais e ajudá-los.

Como está a convivência com Love e Boselli que, assim como você, atuam como centroavantes?

A convivência com eles é muito boa, não tenho o que reclamar, apenas elogiar. Nas concentrações fora de São Paulo eu sempre concentro com o Love, é uma experiência boa e gratificante dividir o quarto com ele, pois me passa um pouco da vivência dele no futebol, tem muita história para contar. Boselli é um cara muito bom, procura se comunicar com todos, espero que ele consiga se adaptar o mais rápido possível no futebol brasileiro. É só isso que está faltando para ele.

Tem algo que o Love falou que você guardou e serviu dentro de campo?

No jogo do Ferroviário-CE (pela Copa Brasil, em Londrina), estávamos concentrados e, antes de sair do quarto, ele falou para ter tranquilidade dentro da área, que era para eu chutar a bola dentro do gol e jogar a responsabilidade para o goleiro defender. Aí rolou aquela bola do Sornoza, que ajeitou para mim, quando estávamos perdendo por 2 a 1. Do jeito que a bola veio, eu lembrei na hora do que o Love tinha falado e fiz o gol. Eu até agradeci a ele (risos).

Gustagol e o repórter Rodrigo Vessoni, do Meu Timão, no CT Joaquim Grava

Gustagol e o repórter Rodrigo Vessoni, do Meu Timão, no CT Joaquim Grava

Rodrigo Vessoni

Você sente que a marcação está mais forte depois daquele início de oito gols em onze jogos?

Sim, está sendo mais pesada, principalmente na bola parada. Mas tem de treinar, aprender uma forma de sair do zagueiro. Eu levo numa boa, não me irrita. Faz parte do futebol, tenho de aprimorar outras coisas até para tentar surpreender (os marcadores).

No Fortaleza, em 2018, você foi o artilheiro do futebol brasileiro com 30 gols. Seja com 20, com 25, com 30... acha possível repetir isso?

Eu sempre falei uma coisa sobre isso, até mesmo quando estava no Fortaleza eu sempre fui direto: meu foco é dar o meu melhor para ajudar os companheiros e a equipe. No ano passado, graças a Deus, eu ajudei ao Fortaleza a conseguir seu primeiro título nacional (Série B) e acabei como artilheiro do ano. Agora, aqui no Corinthians, e também estou ajudando a equipe. O que posso prometer é dedicação e vontade.

Vários de seus companheiros já garantiram que esse Corinthians vai dar trabalho e brigará por todos os títulos. Essa é uma impressão que você também tem após pouco mais de dois meses de trabalho?

Sem dúvida vamos brigar por todos os títulos. É como eu falei lá atrás: para ganhar do Corinthians na Arena o pessoal terá de correr muito, muito mesmo. Não será fácil mesmo.

Como está o assédio fora de campo? Aumentou bastante? Você tenta evitar sair para os lugares?

Sim, estou procurando ficar mais em casa. Em todos os os lugares sou reconhecido e pedem fotos. Mas eu sou bem envergonhado pra esse tipo de coisa, procuro ficar em casa descansando. A gente (e a esposa) não gosta só quando estamos atrasados e o pessoal que está vendendo alguma coisa pede foto e autógrafo e não nos atende, não traz o que pedimos (risos). Mas relevamos.

E assédio de outros clubes? Pintou?

No fim do ano teve, sim. Eu tinha dúvida de voltar e não ter chance de jogar, bater aqui e sair de novo. Mas o presidente Andrés (Sanchez) falou com meu empresário e garantiu que eu teria chance de mostrar meu trabalho, que dependeria de mim. Aí fiquei tranquilo, não quis sair. Até porque gol eu sempre fiz, foi assim em todos os clubes que passei. Eu procurei trabalhar nas férias para chegar bem.

Sabe quantas tatuagens você já fez?

Não, não sei (risos).

Alguns jogadores fazem tatuagem para lembrar os títulos conquistados. Você pensa em fazer o mesmo se levantar um título pelo Corinthians?

Eu tenho duas na canela da perna esquerda: da Copa do Nordeste (Bahia, em 2017) e do Brasileiro (Série B, pelo Fortaleza, em 2018). Espero fazer uma pelo Corinthians, seja qual for o título.

Por fim, um recado ao torcedor do Corinthians...

Fala, Fiel. Estou feliz com esse meu retorno, logo logo vou poder estar em campo para representá-los, com muita garra e muita luta e, se Deus quiser, com muitos gols.

Veja mais em: Gustavo.

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