Lembrado por Gil, auxiliar do Shandong Luneng fala ao Meu Timão: 'O mais profissional que conheci'

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Fábio Lefundes, auxiliar-técnico do Shandong Luneng, com Gil durante nevasca na China (Lucas Cerqueira, preparador de goleiros no meio)

Fábio Lefundes, auxiliar-técnico do Shandong Luneng, com Gil durante nevasca na China (Lucas Cerqueira, preparador de goleiros no meio)

Reprodução/Instagram

"O importante é que na China eu mantive o mesmo nível quando saí do Brasil, nos treinos e nos jogos. Na equipe que eu estava (Shandong Luneng), os profissionais são da mesma qualidade dos que estão aqui, como o brasileiro Fábio Lefundes que me ajudava bastante".

Foi assim que Gil respondeu sobre os bons desempenhos técnico e físico na reestreia pelo Corinthians, no último domingo, diante do CSA, pelo Brasileirão. Mas quem é o brasileiro Fábio Lefundes citado pelo zagueiro?

O Meu Timão foi em busca da resposta e conseguiu encontrar o profissional na China, onde está há um ano e meio na função de auxiliar-técnico do Shandong Luneng, clube da primeira divisão da China.

Fábio Lefundes está há um ano e meio como auxiliar-técnico do Shandong Luneng

Fábio Lefundes está há um ano e meio como auxiliar-técnico do Shandong Luneng

Reprodução/Instagram

Por um aplicativo de troca de mensagens, Fábio Lefundes atendeu a reportagem e não escondeu a alegria pela lembrança do ex-companheiro de clube.

"Fiquei feliz, é claro. Não apenas pela mensagem, expressa gratidão pelo desenvolvimento do que fizemos juntos. Eu fazia mesmo com prazer porque sabia que era do interesse dele acima de tudo... fiquei triste que ele (Gil) foi embora, mas feliz por saber que voltou a um clube que tem tanta história, que voltou em alto nível, que de alguma forma colaborei com o próprio Corinthians, de uma grandeza incrível.", disse.

Fábio Lefundes, hoje com 46 anos, iniciou sua trajetória profissional como preparador físico no Rio de Janeiro, com passagens por clubes como Olaria, Portuguesa-RJ, Americano, Macaé e Madureira. Na sequência, já dividindo a função de auxiliar-técnico, o profissional iniciou sua caminhada longe do Brasil, onde trabalhou no Catar (Al-Mesaimeer), Arábia Saudita (Al Raed), Coréia do Sul (Jeonbuk Motors) e na China (Shandong Luneng).

Entrevista de Fábio Lefundes, auxiliar-técnico do Shandong Luneng, ao Meu Timão

Gil, Diego Tardelli(hoje no Grêmio) e Fábio Lefundes durante jantar no clube chinês

Diego Tardelli (hoje no Grêmio), Fábio Lefundes, Gil e o também brasileiro preparador de goleiros Lucas Cerqueira em jantar na China

Reprodução/Instagram

Meu Timão: Como você recebeu a lembrança do Gil? Como ficou sabendo?

Fábio Lefundes: "Eu sempre acompanho as rodadas do Campeonato Brasileiro, as equipes brasileiras, todos os torneios. Neste dia, especificamente, eu não estava vendo. Quando retornei do treino, eu vi que tinha uma mensagem no meu celular com o vídeo, que foi enviada por um amigo. Fiquei feliz, é claro. Não apenas pela mensagem, expressa gratidão pelo desenvolvimento do que fizemos juntos. Eu fazia mesmo com prazer porque sabia que era do interesse dele acima de tudo."

Vocês se conheceram na China? Ou tinham relação antes do Shandong?

"Apesar de eu ter trabalhado na equipe em que o Gil se profissionalizou, no Americano de Campos, cidade natal dele e da minha mãe, trabalhei lá em 2004. Ele surgiu no clube, se não me engano, uns dois anos depois. Fomos ter relação profissional aqui mesmo, na China. Tanto ele quanto Diego Tardelli. Fizemos uma parceria muito boa, que se estende para a vida, algo legal. Estou muito tempo fora do Brasil e sei que, quando encontra alguém do seu país, que está no mesmo propósito, acaba criando relação de confiança maior, dá respaldo ao que a gente faz no dia a dia."

Todos ficaram surpreso com a forma física do Gil na chegada ao Brasil. Normalmente os atletas voltam com alguma dificuldade física no retorno da China. Para você, que conhecia a rotina dele, não deve ter sido surpresa...

Para mim não é surpresa, eu trabalho com Gil desde o início de 2018. Toda a elaboração do trabalho é feita por mim aqui no clube, sempre acompanhei os dados de performance dos atletas. Além disso, o Gil sempre muito consciente das necessidades dele. Ele tinha um programa que executava pré-treino, comigo eu fazia atividades pós-treino e em períodos de semana aberta, às vezes períodos sem jogos por Data Fifa, por exemplo. Eu comecei a carreira como preparador físico, sou formado em educação física, então, eu consigo aliar a elaboração do trabalho com as necessidades e nuâncias físicas a serem trabalhadas. Sempre administrei isso bem com Gil, assim como os demais. Eu trabalho com futebol desde 1995, o Gil é sem dúvida o atleta mais profissional que eu trabalhei em todos esses anos. Estou falando em Brasil, Catar, Arábia Saudita, Coréia do Sul e China. Se somar todos os atletas que eu trabalhei nesses anos todos, vamos ter uma quantidade considerável de atletas e eu destacar o Gil como o mais profissional, ele faz por merecer essa minha avaliação. Não me surpreende em nada que ele chegou bem fisicamente. Eu sabia que ele chegaria pronto ao Corinthians.

Para um atleta brasileiro é fundamental ter profissional à parte na China?

"O grande diferencial do Chinês para o Brasileirão é o número de jogos. O calendário das equipes brasileiras tem quantidade maior na liga principal: 38 contra 30. Só que existem os Estaduais, que aumentam o número de jogos. Temos a Copa da China, que é a Copa do Brasil. Disputamos a Champions da Ásia, que equivale à Copa Libertadores. O diferencial é o Estadual. Para o atleta que sai do Brasil, de viagens longas, com grande número de jogos, cai na realidade do futebol chinês, ele tem uma nova realidade no pós-jogo. Esse fator colabora, mas exige trabalhos de manutenção. Eu posso falar sobre meu clube, o Shandong Luneng. O atleta que sai do Brasil e vem para cá, ele não precisa de um profissional à parte, o atleta precisa ter consciência e dedicação. Todo trabalho é desenvolvido e sempre estamos dispostos a ajudar."

Veja mais em: Gil.

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