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Jogo sufocante

Ramón Díaz no duelo contra a Universidad Central pela Libertadores

Wanderson Oliveira / Meu Timão

Precisa sempre ser na raça?

Opinião de Heloisa Durand

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A classificação do Corinthians contra a Universidad Central de Venezuela (UCV) foi um sufoco. Vencer por 3 a 2, com um agregado de 4 a 3, não foi o cenário que a torcida esperava, especialmente jogando em casa. A vitória veio, mas o desempenho deixou muitos com um gosto amargo.

É inegável que a essência do Corinthians sempre foi a raça. O time é conhecido pela sua entrega, pela força de vontade e pela luta até o último segundo. Porém, em 2025, com o elenco que tem, com a estrutura e os investimentos feitos, será que ainda dá para se contentar só com isso? Contra um time como a UCV, o Corinthians deveria ter sido muito mais contundente. A torcida percebeu isso e não hesitou em expressar sua frustração. O futebol apresentado foi aquém do esperado para um time do tamanho do Corinthians.

E a verdade é que o time esteve muito perto de levar a decisão para os pênaltis. Isso não é algo que deveria acontecer em um jogo contra um adversário bem mais fraco. Mesmo com a vitória, fica a pergunta: será que o Corinthians está realmente pronto para os desafios mais complicados da Libertadores? Com a estrutura e o elenco que tem, a expectativa é de um time mais sólido, mais organizado, que consiga dominar esses confrontos sem tanto sofrimento.

Claro, não é momento de crise. O time segue fazendo uma boa campanha no Campeonato Paulista, e tem muito o que melhorar, como qualquer time no começo da temporada. Mas o alerta está ligado. O Corinthians não pode seguir achando que vai longe na Libertadores apenas com raça. O futebol precisa ser mais consistente, mais técnico, mais inteligente. Caso contrário, vai ser difícil encarar os adversários mais fortes e, quem sabe, lutar por títulos.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

Por Heloisa Durand

Estudante de jornalismo, apaixonada pelo Corinthians desde 2003. Apresentadora no Meu Timão.

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    Mano Jr #807

    O conceito de 'raça' no futebol, ao meu ver, não é este indicado no texto; todo time, por mais talentoso tecnicamente que seja, precisa jogar com raça, vontade, determinação se quiser ser campeão. Mas ontem a vitória veio no desespero e este foi causado pelo queijo suíço que é nossa defesa; faz gol, toma gol, daí vem o nervosismo, uma pressão que o time deveria usar a seu favor, o tal fator casa e demos muita sopa para o azar. Quando se fala em 'raça' não é somente lutar e competir o jogo inteiro, mas também ter capacidade de manter o foco, a concentração, pois estas são características das equipes vitoriosas. E nossa zaga é desatenta; Ramalho sempre tá de pijama, dormindo nos lances; e estas falhas desestabilizam emocionalmente a equipe, um efeito dominó. Penso que a comissão deva considerar a troca do esquema tático para 3 zagueiros, pelo menos para ter aquele efeito psicológico e trazer segurança à equipe. Já estamos vivendo momentos de decisões e estas requerem a tal força mental em alto nível.

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  • Todos os comentários (29)

    Juliane Bauer #3.042

    Concordo com você

  • João Modesto #11

    Tá certo!

  • Luiz Balestrero #5

    Isso é Corinthians!

  • Ryan Silva #46
    O time aparentemente falta até raça para fazer alguma coisa.

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