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É lei!

Elenco do Corinthians posa foto celebrando o título do Brasileirão Feminino

Rodrigo Gazzanel/Agência Corinthians

O Corinthians tem que acabar com o time feminino

Opinião de Mayara Munhoz

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Em praticamente todas as matérias que publicamos no Meu Timão sobre o futebol feminino, aparece algum comentário defendendo que a equipe deveria ser fechada. Quando a notícia é sobre dívidas com as atletas, então, a quantidade cresce ainda mais.

Na última reportagem, por exemplo, surgiram mensagens como:

  • "Monta um time só com jogadoras da base, apenas pra competir...Essa categoria, assim como outros esportes amadores não trazem benefício nenhum para o clube".
  • "Paguem o que foi prometido e fechem essa porcaria..."
  • "Tinha que acabar com o time feminino, só gera gastos!"
  • "Futebol feminino não acrescenta nada... Deveria ser extinto. Só despesa e ilusão de torcedor nutela"

Esse tipo de torcedor — felizmente minoria — parece não se dar ao trabalho de entender minimamente o futebol. E não falo apenas do feminino, mas do esporte como um todo. Acabar com o time? Fechar a equipe? Para os desinformados: se o Corinthians não tiver futebol feminino, o time masculino também não pode jogar Brasileirão nem Libertadores.

A obrigatoriedade de os clubes manterem equipes femininas foi estabelecida pela Lei Pelé (Lei n.º 9.615/1998), após alterações feitas em 2019, e reforçada pelas exigências da Conmebol. Todo clube que disputa a Série A precisa ter um time principal feminino e categorias de base.

A regra existe para fortalecer o futebol feminino no país, ampliar oportunidades para meninas e mulheres e promover mais igualdade no esporte. E quem não cumpre pode sofrer punições sérias:

  • No Brasil: ser impedido de disputar campeonatos da CBF, como o Brasileirão masculino.
  • Na América do Sul: a Conmebol barra a inscrição em torneios como a Copa Libertadores da América.

Ou seja: sem futebol feminino, não tem competição masculina de ponta.

Por isso, aos que ainda insistem nesse pensamento ultrapassado sobre o time do Corinthians que mais títulos e orgulho deu nos últimos anos, fica o recado: se atualizem.

E para quem apoia, sigamos juntos. O time pode ter nascido de uma obrigatoriedade, mas se transformou em uma verdadeira máquina de conquistas, que segue brilhando mesmo em meio a crises financeiras.

Que continue assim.

Veja mais em: Corinthians Feminino .

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

Por Mayara Munhoz

Jornalista, 33 anos, mãe do Joaquim. Faço parte do Meu Timão desde fevereiro de 2015. Hoje, sou a editora-chefe dessa loucura toda com muito prazer e amor.

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