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Basta!
O Corinthians não foi melhor que o Botafogo, mas mesmo assim não jogou para perder
Rodrigo Coca / Agência Corinthians
Discurso de 'derrota esperada' não cabe mais ao Corinthians
Opinião de Pedro Mairton
Quando um time que está na zona de rebaixamento enfrenta o líder do campeonato a expectativa é de uma derrota nas projeções para fugir do rebaixamento. É um pensamento justo para quem está calculando a pontuação necessária para se manter na elite.
Mas apesar de ter perdido para o Botafogo, o Corinthians não jogou para perder. Mesmo sofrendo um amasso no primeiro tempo até levar o primeiro gol, o time reagiu de imediato e conseguiu um pênalti a favor para suspirar no jogo.
Ainda que Romero desperdiçasse a cobrança, a equipe não se abalou e voltou bem para o segundo tempo até em nova penalidade empatar a partida.
Diferente do roteiro de antes do intervalo, o Corinthians já não estava sofrendo a mesma pressão do adversário, embora seguisse inferior na partida, mas competia contra o líder do campeonato, na casa deles. Não seria absurdo achar uma bola para sair até mesmo com os três pontos, embora não merecesse em nenhum momento a vitória, mas o futebol também é assim.
A qualidade fez a diferença. Thiago Almada pareceu um adulto contra um Raniele juvenil.
O Botafogo é o time que mais sobra em técnica e tática no campeonato, e mesmo assim o Corinthians competiu contra os líderes. Mas de agora em diante, não existe jogo em que uma derrota faça parte dos planos do Timão.
Dos 12 jogos restantes, os confrontos mais difíceis são contra São Paulo e Palmeiras. Brigando por título ou contra o rebaixamento, não dá para normalizar uma derrota em clássicos, independente se o jogo é na Neo Química Arena ou no Mané Garrincha, como é o caso do Majestoso. A vitória é obrigação mesmo que o time não ansiasse por nada no campeonato.
Já contra os demais, não perder não é suficiente. O Corinthians agora tem elenco para engatar uma sequência de vitórias e não mais celebrar empates em jogos difíceis, até porque todos são, mas não há mais uma disparidade técnica ou tática no caminho, se é que teve ao longo da campanha.
Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.