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PM em ação na Arena Corinthians

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PM de São Paulo publica nota e se diz 'referência mundial' em segurança de eventos esportivos

Por Meu Timão

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A ação truculenta de policiais militares em partidas do Corinthians em 2016 parece refletir de maneira pouco negativa para quem comanda a segurança pública de São Paulo. Pelo menos é o que afirma a própria Polícia Militar – em texto divulgado em seu blog oficial, o órgão público se colocou como referência nacional e internacional no que diz respeito à segurança de eventos esportivos.

“Atualmente, a Polícia Militar de São Paulo é referência nacional e internacional no tocante à segurança em eventos, com efetivo especializado nessa função, sendo reconhecida pelo uso das mais modernas técnicas policiais”, diz o trecho da nota (leia o texto na íntegra abaixo).

Entretanto, como noticiado pelo Meu Timão, as cenas de violência protagonizadas pela PM nos estádios paulistas têm sido cada vez mais constantes. No último dia 19, por exemplo, policiais atiraram bombas sem discernimento em direção à torcida alvinegra que deixava a Arena , após a partida entre Corinthians e Linense, pelo Campeonato Paulista.

Dois dias antes do episódio, aliás, a PM já havia estampado a manchete dos noticiários esportivos por motivo semelhante. Poucos minutos após o término do duelo contra o Cerro Porteño (PAR), pela Copa Libertadores, torcedores foram agredidos por policiais no setor Norte . Mais tarde, chegou ao conhecimento de pessoas ligadas ao clube de que a confusão teria sido iniciada depois de um torcedor se desentender com um grupo de policiais.

Anteriormente, no dia 02 de março, um torcedor acabou arrastado por policiais militares em uma das escadas do setor Sul da Arena Corinthians, que recebia o confronto do Timão com o Santa Fe (COL), também pela Libertadores. Pelas imagens, é possível notar, ao menos, cinco policiais abordando um corinthiano. Este tenta argumentar, mas é agarrado e algemado depois de encostar em um dos militares .

O texto divulgado pela PM ainda recorda a confusão entre torcedores e policiais após a derrota do Corinthians para o River Plate (ARG) por 3 a 1, no Pacaembu, em 04 de maio de 2006. Na ocasião, o duelo teve de ser interrompido aos 41 minutos do segundo tempo por falta de segurança, quando a parte da torcida alvinegra tentou invadir o campo e iniciou um enorme conflito.

“Ninguém pode se esquecer, por exemplo, de como a Polícia Militar protegeu os presentes no Pacaembu, em maio de 2006, quando o certa equipe paulista foi eliminado por uma equipe argentina e se iniciou conflito generalizado, com tentativa de invasão ao gramado. Graças à atuação profissional e corajosa, a Polícia Militar conseguiu conter os ânimos e evitar uma tragédia”.

Confira o texto publicado pelo Blog da Polícia Militar

Na noite desta segunda-feira (5), no programa Linha de Passe, da emissora ESPN Brasil, ocorreu uma legítima e importante discussão acerca da violência promovida por torcedores de equipe de futebol, tendo em vista os fatos ocorridos no dia anterior e que, diante da relevância e complexidade do tema, necessitam de um amplo debate para o encontro de soluções que ponham fim a prática de tais atos de barbárie.

Como atuante nesse cenário, em defesa da ordem e da segurança pública, a Polícia Militar vem, nesta oportunidade, oferecer alguns esclarecimentos sobre as questões discutidas.

Afirmou-se que a Polícia Militar é seletiva ao aplicar a força. E de outra forma não poderia ser, pois cada ação exige, de per si, uma resposta distinta por parte da força policial. Chamamos a isso de uso progressivo da força. A motivação de uma reação policial é a violência injustamente praticada, independentemente de grupo ou de preferência política. A Polícia Militar é Estado, não é governo. Suas ações são pautadas na legalidade, na ética e na mais absoluta transparência, sem qualquer tipo de distinção.

Diante de um cenário de violência praticada por torcedores organizados, é preciso ter serenidade, equilíbrio e responsabilidade, pois há o risco de se passar uma imagem dissociada da realidade e acirrar ainda mais os ânimos, agravando o problema ou criando um outro.

O relacionamento da Polícia Militar com a direção de grandes clubes e suas torcidas é excelente, sendo certo que representantes dessas entidades participam de debates e do planejamento de ações operacionais antes das partidas do clube. Essas reuniões, inclusive, estão abertas aos jornalistas, caso queiram conhecer como funciona a realidade de um planejamento operacional. Essa preparação reflete no policiamento realizado com eficiência.

Ninguém pode se esquecer, por exemplo, de como a Polícia Militar protegeu os presentes no Pacaembu, em maio de 2006, quando o certa equipe paulista foi eliminado por uma equipe argentina e se iniciou conflito generalizado, com tentativa de invasão ao gramado. Graças à atuação profissional e corajosa, a Polícia Militar conseguiu conter os ânimos e evitar uma tragédia.

Nesse contexto, a Polícia Militar não pode ser classificada como uma das "heranças da ditadura" ainda existentes. Isso está longe de ser verdade. Refletindo um pouco sobre a história, é de se registrar que a Polícia Militar está prestes a completar 185 anos de existência, tendo sido sempre organizada com investidura militar, a exemplo das principais polícias do mundo, agindo para a proteção de pessoas, combatendo o crime, fazendo cumprir as leis e preservando a ordem pública na sua difícil e indispensável missão em um estado democrático de direito.

A própria polícia inglesa, usada como exemplo durante o programa, e que adota um modelo paramilitar de polícia, faz intercâmbio com a Polícia Militar paulista na troca de experiências sobre policiamento em estádios. Além disso, para a Copa de Mundo de 2002, policiais militares de São Paulo foram ao Japão para orientar a polícia asiática sobre o trato com torcedores violentos.

Atualmente, a Polícia Militar de São Paulo é referência nacional e internacional no tocante à segurança em eventos, com efetivo especializado nessa função, sendo reconhecida pelo uso das mais modernas técnicas policiais.

Por esse motivo, o emprego de força, quando necessária a contenção - e de maneira progressiva - é exceção e não regra, como último recurso.

A segurança em eventos esportivos, especialmente os futebolísticos, é atividade bastante complexa e merece ser tratada com isenção e sem reducionismos, para que seja possível adotar soluções adequadas e perenes, especialmente aquelas que atinjam as causas da violência. É sobre esse objetivo que trabalhamos incansavelmente, respeitando o direito de todos os envolvidos.

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