Na última segunda-feira, o Corinthians Sub-17 foi até o Allianz Parque para decidir a final do Campeonato Paulista. Depois de perder a ida por 3 a 1, o Timãozinho fez 2 a 0, levou a decisão para os pênaltis e superou o rival. Wesley, atacante e autor do segundo gol, falou com exclusividade ao Meu Timão sobre a conquista.
“É um sentimento muito bom, até porque eu tive muitos anos para conquistar esse título pelo clube, foi uma passagem longa para conseguir ganhar o meu primeiro título pelo clube. O sentimento é de que as vezes passava o tempo e passava um filme pela cabeça, se ia dar certo, se não ia dar certo, e aí chegou que a bola veio e eu tive a chance de levar a partida para os pênaltis e a gente saiu vitorioso dentro da casa dos caras. Eu me sinto satisfeito por dar muito orgulho para a torcida do Corinthians. Esse é um dos nossos objetivos pro ano que vem, começar o ano em busca de títulos para a torcida”, contou.
A rivalidade entre Corinthians e Palmeiras não é novidade para ninguém. Até mesmo nas categorias de base, o Dérbi mexe com os jogadores e transforma cada jogo numa final a parte. Nesse caso, era realmente uma decisão, e o time de Gustavo Almeida precisava tirar uma vantagem do rival. Quanto a isso, Wesley foi enfático ao responder se ganhar do time alviverde é mais gostoso.
“É, com certeza. Desde pequeno sempre teve uma rivalidade contra os caras. Acho que eles entraram com um pouco de desrespeito pra jogar com a gente dentro da casa deles e aí a gente foi lá e entrou com sangue nos olhos, que é um dos lemas do Corinthians. Acho que é uma sensação inexplicável poder ganhar um título e dar orgulho para a torcida", relatou.
Wesley, além de citar o desrespeito antes do jogo, detalhou a preparação do time para a grande final, principalmente no que se refere a parte mental. O atacante de 16 anos exaltou o entendimento do grupo e tudo que foi passado pelo treinador e comissão técnica.
“Foi uma semana muito importante, em que a gente entendeu bem o que tinha que trabalhar para buscar os dois gols. O Gustavo e a comissão não deixaram faltar nada, ajudaram bastante mentalmente, conversando com a gente, pra entrar com calma, passou muita confiança pra gente entrar e fazer o nosso resultado. O nosso objetivo não era ir para os pênaltis, era ganhar o jogo, mas aconteceu de ir para os pênaltis e a gente estava preparado e conseguimos trazer a medalha para casa", disse.
Autor do gol que levou a taça a ser disputada nas penalidades, no segundo tempo da partida, o jogador aproveitou para concluir os relatos sobre a final explicando o motivo de não ter sido um dos cobradores.
“Foi uma opção do Gustavo mesmo, por treinamento. Eu ia bater só se fosse para os alternados, mas aí o Kauê decidiu antes", finalizou.