O Superior Tribunal de Justiça determinou nesta quinta-feira que o diretor mais velho da Confederação Brasileira de Futebol assuma a presidência interina da entidade. A decisão faz parte do processo movido pelo Ministério Público do Rio de Janeiro contra a CBF, que contesta a eleição de Rogério Caboclo, consolidada em 2018. A informação foi publicada pelo Globoesporte.com.
A decisão do STJ foi publicada às 14h18, quando já havia se iniciado a assembleia que votaria uma nova punição a Caboclo, que poderia resultar até em seu afastamento definitivo da CBF. A entidade, porém, não sabe responder se a assembleia seguirá legítima diante da decisão do STJ.
Há, porém, uma divergência dentro da CBF quanto a seu diretor mais velho. A dúvida compreende Dino Gentile, diretor de patrimônio, e Carlos Eugênio Lopes, vice-presidente jurídico - cargo este que não existe no estatuto da entidade, o que o coloca como diretor do departamento.
Carlos Eugênio Lopes é mais velho que Dino Gentile. O conflito estatutário envolvendo seu cargo, porém, deixa em aberto a possibilidade de ascender à presidência da CBF.
Este mesmo processo, em uma decisão de primeira instância, determinou que Rodolfo Landim, presidente do Flamengo, e Reinaldo Carneiro, presidente da Federação Paulista, assumissem a presidência da CBF de forma interina. A decisão foi revogada posteriormente.
Vale ressaltar que o processo é oriundo de uma irregularidade no processo eleitoral de Rogério Caboclo, fruto de uma assembleia geral em março de 2017. Na ocasião, determinou-se que as 27 federações estaduais, além dos 40 clubes das Séries A e B representariam o colégio eleitoral da entidade. A divisão de pesos nos votos, porém, deixaria os clubes em desvantagem em relação às federações, visto como um favorecimento a grupos políticos da CBF.