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Júnior Moraes falou sobre a situação da Ucrânia e contou ainda tentar ajudar

Júnior Moraes falou sobre a situação da Ucrânia e contou ainda tentar ajudar

Rodrigo Vessoni/ Meu Timão

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Situação delicada...

'Ainda não consigo sorrir como gostaria', diz Júnior Moraes ao comentar situação da Ucrânia

Por Julia Raya e Rodrigo Vessoni

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Novo atacante do Corinthians, Júnior Moraes chegou ao clube depois de uma passagem pelo Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, de onde foi liberado por conta da guerra. Um dos muitos brasileiros a viver esse cenário, o atleta comentou sobre a situação do país.

"Ainda é muito difícil falar sobre isso pra mim. Não consigo desligar e não quero desligar. Enquanto tiver guerra, estarei conectado com as pessoas de lá, tentando ajudar ao máximo. Diariamente converso com pessoas que estão lá, que precisam de suporte para tirar a família, ou precisam de algo. Tenho muita amizade com o povo ucraniano. Pessoas do clube, pessoal da federação, pessoas do dia a dia, é um assunto que mexe. Ainda não consigo sorrir como gostaria. Só vou conseguir fazer isso depois que essa guerra parar. É isso", disse em entrevista coletiva lamentando o momento vivido no país.

O futebol ucraniano é um dos mais procurados pelos atletas para um bom retorno financeiro e até mesmo para maior destaque na modalidade. Assim, além de frisar a dor causada pela guerra, Júnior Moraes também falou sobre a dificuldade daqueles que foram ao país em busca de melhores oportunidades.

"É muito triste saber que existem jogadores que foram para a Ucrânia em busca de um contrato melhor e oportunidade de jogar. Nesse último ano, acredito que triplicou os jogadores brasileiros que foram para a Ucrânia, tanto na segunda divisão, futebol feminino, futsal. Essas modalidades passaram a ter mais oportunidade no país, então é muito triste, sim. Não falo tanto dos jogadores do Shakhtar, porque a maioria é jovem, tem procura, são badalados, por mais que não sejam muito conhecidos. É mais complicado para os jogadores menos conhecidos ainda que foram para lá buscar espaço", disse o corinthiano.

"Não converso com todos, mas tem alguns que tento ajudar para ter oportunidade em alguns clubes. Ajudo da forma que posso. A única esperança que eles têm é que a guerra pare. Muitos deles, a família já foi embora para se manter seguros e hoje se encontram em bunkers, ou dentro de casa, sozinhos, à espera de um milagre para que a guerra acabe", completou em seguida.

Veja mais em: Júnior Moraes.

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