O atacante Wesley foi fundamental para o empate do Corinthians contra o São Paulo . O jovem de 18 anos driblou Rafinha e foi derrubado na grande área, resultando em pênalti para o Timão. Na cobrança, Róger Guedes deixou tudo igual na Neo Química Arena: 1 a 1 e tabu mantido.
Wesley havia começado a partida como ponta-direita, enquanto Róger Guedes estava pela esquerda. Entretanto, o técnico Vanderlei Luxemburgo moveu o camisa 10 para o lado direito e trouxe o jovem para a esquerda, e foi naquele setor do ataque que nasceu o pênalti oriundo da jogada individual do atleta recém-promovido da base. Em coletiva, o comandante deu detalhes da mudança de posicionamento da dupla de atacantes.
“Eu já tinha feito isso. No jogo contra o Botafogo eu começo com o Wesley pela direita, ele pega a bola, rabisca e dá uma porrada na trave, depois passei ele pra esquerda e botei o Murillo pra ser um lateral, como um terceiro zagueiro, para meter a bola pra ele. Aí o Róger já estava ficando lá e falei pra ele. Não sei se você percebe, um jogador do São Paulo, no primeiro tempo, começou a botar a mão no adutor, aí puxei a jogada em cima dele, mas ele foi esperto e começou a dar a linha de fundo e o Wesley começou a ir pro fundo, porque o lateral induzia ele a ir pra lá. Aí eu troquei pra ter um jogador novo na direita e um novo na esquerda”, iniciou.
“O Rafinha também estava descendo muito e o Róger não é um jogador de marcação até o final. Já o Wesley vai até o final. Então, eu puxei o Wesley para puxar velocidade e recompor junto com o Maycon, que estava muito para dentro, e deixa o Bidu muito sozinho. Então tentei corrigir. Aí saiu o pênalti, que atacante jovem igual ele, que tem explosão, tem que entrar na área, gingar o corpo e dar o tapa, se vai fazer ou não, vai depender, mas vai ter o contato. Eu quero que aconteça isso”, completou o técnico.
Luxemburgo ainda disse que pretende deixar um legado de time campeão no Corinthians, assim como em suas duas últimas passagens pelo clube do Parque São Jorge, quando conquistou o Campeonato Brasileiro, em 1998, e o Campeonato Paulista, em 2001.
O técnico disse que, para isso, é necessário ter “gestão no futebol” e “fazer moeda”, citando os atletas das categorias de base que têm ganhado espaço no time titular do Corinthians, como Pedro, que atuou iniciou na partida contra o Fortaleza, e Wesley e Felipe Augusto, que foram opções no Majestoso.
“Legado de um time campeão, como já deixei na última vez aqui. Não pode esquecer que precisa ter gestão no futebol. É um negócio. Se você pegar a nível de ativo e passivo, o Pedro, com o jogo passado, o Wesley com o jogo (de hoje), o Felipe (Augusto) entrando, você começa a fazer uma mudança de abrir espaço pra molecada e isso é o ativo do clube, para fazer moeda, valer dinheiro e, além disso, eles têm qualidade, porque se não tiver, não adianta nada”, explicou.
Um dos jogadores mais criticados pela torcida na partida, Yuri Alberto deixou o campo vaiado ao ser substituído na reta final do clássico após voltar a passar em branco. Luxemburgo explicou que tirou o camisa 9 não pelo fato de ele ter atuado mal, mas sim por desgaste físico, e exaltou a combatividade de Felipe Augusto, que entrou na vaga do companheiro.
O treinador finalizou que vai dar mais oportunidades aos jovens da base no time principal, mas que, para isso, deve antes montar um time vencedor para realizar essa transição.
"O Felipe entrou no lugar do Yuri. Não é porque o Yuri estava mal, mas porque vai cansando, aí ele disputou bola no alto, incomodou, deu bola de lado, então são jogadores que a gente vai dar a oportunidade, mas tem que montar um time com eles agregando, mas um time vencedor. Temos que dar esse upgrade, de sair desse momento que nós estamos para mostrar para o torcedor que a equipe está em evolução para ser competitiva na competição”, concluiu.