Quase um mês após a saída do Parque São Jorge, Emiliano Díaz não escondeu o desejo de retornar ao Corinthians. O ex-auxiliar do Timão comparou a possibilidade com o Al-Hilal, da Arábia Saudita, em que teve duas passagens, ambas com duas conquistas cada.
“Eu sei que vou voltar ao Corinthians. Me aconteceu isso no Al-Hilal. Saí e voltei quatro anos depois. Agora é o mesmo com o Corinthians”, disse ao programa Andreoli Modo On, que vai ao ar na plataforma Kwai.
Ao lado do pai e técnico Ramón Díaz, Emiliano chegou ao clube alvinegro em julho do ano passado, com o objetivo de tirar o Corinthians da zona de rebaixamento do Brasileirão. Além de evitar o Z4, o Timão ainda se garantiu na fase preliminar da Libertadores, em que acabou eliminado posteriormente para o Barcelona, de Guayaquil.
Entre altos e baixos, a comissão técnica argentina terminou sua passagem com a conquista do Paulistão sobre o Palmeiras, marcando o fim do jejum de títulos do Corinthians desde 2019. Emiliano, que fez uma tatuagem relembrando a passagem pelo clube , se derreteu pela força e o carinho da torcida corinthiana.
"Nunca vi isso em lugar nenhum. Mesmo quando o time não jogava bem, os 90 minutos eram de apoio. É diferente de tudo", afirmou.
Durante os 60 jogos à frente do time (dois deles sob o comando do próprio Emiliano), o Corinthians contou com a chegada de Memphis Depay para reforçar o ataque. Apesar dos holofotes no holandês, Emiliano exaltou a contratação de André Carrillo, com quem trabalhou no Al-Hilal e se tornou peça-chave no ano do grupo alvinegro.
"Foi uma consolidação de um trabalho duro, em um ambiente muito pressionado. Ele (Carrillo) arrumou a tropa. Nunca vi ele triste ou mal-humorado", explicou.
Ao todo, foram 31 vitórias, 16 empates e 13 derrotas, com 94 gols marcados e 62 sofridos. A família Díaz se despediu do Parque São Jorge em 17 de abril, sendo sucedida pelo interino Orlando Ribeiro e, atualmente, pelo treinador Dorival Júnior.