O ex-Corinthians, Guilherme Torres , vive um momento especial no futebol catari. No elenco do Al-Sadd desde 2020, o volante ultrapassou cinco anos de vivência e atuações no país do Oriente Médio, fato que dá direito a convocações na seleção nacional. Nesta quarta-feira, ele pôde comemorar o primeiro chamado do técnico Julen Lopetegui.
"É um passo incrível na minha carreira. O Catar é um país que me recebeu muito bem, minha família está muito adaptada aqui. Recebo essa notícia com muita honra e estou pronto para esse desafio. Sei da responsabilidade que agora terei e quero mostrar que essa escolha foi certeira", disse Guilherme sobre representar a seleção catari.
Guilherme com a camisa do Al-Sadd, do Catar
Divulgação / Al-Sadd
A seleção do Catar disputa as Eliminatórias da Copa do Mundo da Ásia. Atualmente, o plantel é o quarto colocado do Grupo A da competição com dez pontos conquistados, em disputa com Irã, Uzbequistão, Emirados Árabes, Quirguistão e Coreia do Norte.
O torneio é dividido em três agrupamentos com seis times cada nesta primeira fase. Os dois primeiros de cada grupo são classificados diretamente para a Copa do Mundo, enquanto os terceiros e quartos formam novos agrupamentos para decidir as vagas restantes. Se seguir o mesmo caminho do Al-Sadd, onde costuma ser titular, Guilherme pode ser uma peça importante no elenco catari.
"É um sonho de todo jogador poder disputar uma Copa do Mundo e agora vou poder ajudar o Catar a realizar isso. Pessoalmente, estou muito motivado para esse momento e vou trabalhar muito para atingir esse objetivo", falou o jogador sobre as expectativas.
Passagem no Corinthians
No Corinthians, vale lembrar, Guilherme chegou no meio da temporada de 2012 para compor um elenco campeão. Na ocasião, com 21 anos, o volante era destaque da Portuguesa, time qual subiu ao profissional e foi peça importante na conquista da Série B do Campeonato Brasileiro em 2011. Ele atuou em 13 jogos do Timão na temporada de estreia, todos pelo Brasileirão.
Em 2013, Guilherme disputou a titularidade da equipe, mas não chegou a ser pleno no elenco comandado por Tite. Ainda sim, contribuiu para os títulos do Paulistão e da Recopa Sul-Americana naquela temporada. Já sem muito espaço no plantel, então, ele foi uma das baixas naquela reformulação de 2014. Saiu para jogar na Udinese, da Itália, por onde teve vínculo até 2017.
Depois, ainda jogou no Deportivo La Coruña, da Espanha, e no Olympiacos, da Grécia, antes de rumar para o futebol árabe. No Al-Sadd, do Catar, já são 114 jogos e nove gols desde 2020, segundo estatísticas do Transfermarkt. Os números lhe renderam dez taças na equipe.