No último sábado, o Corinthians oficializou a renovação contratual do atacante Gui Negão, de 18 anos, até 30 de junho de 2030 . Destaque no elenco profissional, o jogador, nascido em 2007, passou a ter a maior multa rescisória para o mercado nacional entre os atletas recém-promovidos das categorias de base alvinegra.
A taxa indenizatória de Gui quase quadruplicou, saltando de R$ 40 milhões para R$ 140 milhões. O aumento reflete não só a valorização esportiva do atleta, mas também uma elevação salarial significativa, já que a legislação brasileira estabelece o teto da multa em 2.000 vezes o salário do jogador. O novo valor superou os R$ 112 milhões estipulados no contrato do volante André Luiz e coloca o centroavante de forma isolada no posto.
Agora, desconsiderando Breno Bidon - por mais que o meio-campista de 20 anos (2005) tenha idade de base, já está no profissional desde 2024 -, que tem multa rescisória de R$ 370 milhões , as maiores taxas indenizatórias da base são:
- Gui Negão - R$ 140 milhões
- André Luiz - R$ 112 milhões
- Luiz Gustavo Bahia - R$ 65 milhões
- Gui Amorim - R$ 50 milhões
A política de revisitar contratos tem sido uma prioridade da diretoria alvinegra desde a saída precoce do atacante Kauê Furquim, de apenas 16 anos, para o Bahia . Nos últimos meses, além de Gui Negão, o Corinthians já renovou com André Luiz, Gui Amorim e Nícollas – este último viu sua multa rescisória saltar de R$ 10 milhões para mais de R$ 30 milhões . O lateral-direito João Vitor Jacaré também tem novo vínculo encaminhado .
Dentro de campo, Gui vem ganhando espaço sob o comando de Dorival Júnior durante o período de lesão de Yuri Alberto, que segue em período de transição física após cirurgia para correção de hérnia inguinal, e é visto como peça importante para aumentar as opções ofensivas do elenco, sobretudo em um momento em que o clube lida com desfalques constantes no setor.