No dia 14 de agosto, o Corinthians foi surpreendido quando o Bahia, integrante do Grupo City, ativou a multa rescisória do atacante Kauê Furquim, de 16 anos, considerado uma das maiores joias da base alvinegra . Quase um mês após a transferência, Fabinho Soldado, executivo de futebol do clube, reconheceu que ainda existem processos internos que precisam ser melhorados no Corinthians.
“Eu não falei nada sobre isso porque eu não acho que eu tenho que me defender em nada. Eu trabalho para o Corinthians e essa foi uma situação que existiu. Alguns processos no Corinthians que precisam ser melhorados, essa é a verdade. A gente está evoluindo em algumas áreas e precisamos evoluir em outras. Um jogador aqui é da base e existiu a primeira renovação do atleta e a gente entendeu que em nenhum momento a valorização do jogador se deve a estar relacionado para um jogo, um jogador que todos os scouts do mundo inteiro, de todas as categorias de base, conhecem. E não é só ele. Existe um trabalho que todos os clubes realizam, ainda mais os clubes do exterior. Eles realizam no Sub-15, 16, 17. Eles conhecem todos os jogadores”, afirmou Fabinho em entrevista na zona mista após a vitória do Timão sobre o Athletico-PR por 2 a 0, na quarta-feira.
“Então, o importante é que a gente, junto com o presidente Osmar, a sua diretoria da base, com o Nenê, com o Alex Brasil, a gente está cada dia mais alinhando esse processo para que o Corinthians, cada dia, fique fortalecendo o que precisa ser melhorado. É um trabalho de reconstrução, e esse trabalho da reconstrução que está sendo feito no profissional certamente passa pela categoria de base. Que, na verdade, somos todos Corinthians, e enquanto a gente estiver nessa cadeira, a gente vai fazer o melhor. E esse melhor também se dá ao apoio a todo o processo de categoria de base”, complementou.
O Corinthians tentou renovar o contrato de Kauê Furquim antes de sua saída para o Bahia, na tentativa de aumentar a multa rescisória, mas não chegou a um acordo. A transferência do jovem de 16 anos gerou forte insatisfação nos bastidores, e o clube acusa a equipe baiana de aliciamento. O caso foi levado à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) , onde o Timão pede punição e uma indenização de até 50 milhões de euros, valor da cláusula de saída para o mercado internacional, visto que entende que o Bahia foi apenas uma ponte para o Grupo City.
Como resposta, e para evitar novas perdas precoces de suas joias da base, o Corinthians renovou os contratos de jovens promissores como Gui Amorim e Nícollas , do Sub-17, além de André Luiz , Gui Negão e João Vitor Jacaré , aumentando as multas rescisórias dos atletas, o trio já faz parte do elenco profissional.