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António Oliveira durante jogo do Corinthians contra o Palmeiras

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Danilo Fernandes / Meu Timão

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'Roer o osso'

Ex-treinador do Corinthians relembra cenário de chegada e instabilidade política

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Na última segunda-feira, o ex-treinador do Corinthians, António Oliveira, relembrou detalhes da sua passagem no clube do Parque São Jorge. O português esteve no comando do Timão entre fevereiro e julho de 2024, mal conseguindo alcançar cinco meses completos no cargo. Neste período, foram 27 jogos, com 12 vitórias, oito empates e sete derrotas.

O técnico discorreu sobre o momento em que assumiu a equipe, ressaltando a situação politicamente delicada que presenciava nos bastidores.

"Relativamente ao Corinthians, é importante dizer isso: eu assumi o Corinthians em um momento instável do ponto de vista político. Mas há uma coisa, e é por isso que deram-se umas bases, porque eu sempre disse também: eu venho para roer o osso e não vou comer a carne", disse em entrevista ao jornal A Bola, de Portugal.

A expressão quer dizer que António teve que lidar com muitas dificuldades e desfrutou de poucos "benefícios". Ele lamentou que, até ser demitido, não pôde planejar movimentações em uma janela de transferências.

"Faltou tempo. Principalmente porque não tive acesso a nenhuma janela de transferências enquanto treinador do Corinthians. Assumi a equipe na zona de rebaixamento do estadual e quase nos classificamos para as finais. Quando saí, estávamos vivos em todas as competições. Só que, no início do Brasileirão, com saídas importantes e sem reposição, a equipe ficou fragilizada. Dois ou três dias após a minha saída, a janela abriu e vieram dez reforços", relembrou.

"Sempre fui transparente sobre as necessidades do plantel para competir ao nível que o clube exige. Alinhamos tudo o que era possível alinhar e nunca deixei de assumir a minha parte. Fui um dos baluartes que protegeu o grupo num momento político desafiante, talvez o mais difícil da história do Corinthians", completou.

Apesar das duras críticas e de uma passagem apagada, o português contou que o Corinthians construiu uma base forte para que, mesmo com problemas internos, consiga se manter competitivo. António também afirmou não ter mágoas da diretoria e que doou tudo de si pelo Timão.

"Mas há uma coisa que foi importante, os alicerces para aquilo que depois, mesmo hoje sendo instável, o Corinthians tem a capacidade de poder ser ainda mais competitivo. Foi criar uma identidade e uma competitividade muito grande, mesmo com os problemas que existiam. E depois nós sabemos que os resultados não aparecem e a direção tomou essa decisão. Respeito-a sempre, sei o que fiz e o trabalho que deixei e saio com a consciência tranquila que dei tudo de mim em prol do clube. Mas, os alicerces foram deixados dentro dessa identidade e dessa competitividade que, hoje, o Corinthians consegue viver", finalizou.

Veja mais em: António Oliveira.

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