O mundo paradoxal entre o futebol masculino e o feminino do Corinthians

Ana Paula Araújo

Engenheira de formação, mas corinthiana de alma. Deixei a profissão para fazer parte dessa família desde 2013.

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O mundo paradoxal entre o futebol masculino e o feminino do Corinthians

Coluna da Ana Paula Araújo

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O mundo paradoxal entre o futebol masculino e o feminino do Corinthians

Corinthians masculino e feminino: um contraste escancarado

Foto: Danilo Fernandes/Meu Timão

No mesmo dia, o torcedor viu o Corinthians apresentar uma das situações mais distintas dos últimos tempos. Enquanto o feminino goleava por 11 a 0 o Nacional, o masculino perdia para o América Mineiro.

No feminino, foram três minutos para abrir o placar; no masculino, nove para a primeira investida, apenas.

Numa realidade, 11 chutes convertidos; na outra, só três em direção à meta.

Num campo, um elenco misto vencendo e convencendo; já no outro, não venceu e nem convenceu com os titulares.

De um lado raça; do outro desânimo.

No masculino, uma folha salarial de R$ 17 milhões; no feminino, R$ 170 mil.

No começo da noite, um show; no acabar dela, o fim da festa.

Um time que goleia; e outro que é goelado.

Uma equipe que lidera; outra que é liderada.

Numa partida, uma jogadora que não entrava há muito em campo marcando seis gols; na outra, 11 atletas que não conseguem converter uma jogada.

Na primeira situação, meninas que precisam provar seu valor; em outra, profissionais que "não precisam provar nada para ninguém".

Num canto um elenco; no outro, nem um time.

Num lado, se poupa atletas; no outro, futebol.

O primeiro, um grupo que disputa ligas internacionais; o outro, uma equipe onde até o nacional é amador.

Qual desses universos apresenta, de fato, uma exibição amadora mesmo?

O futebol feminino ainda engatinha, mas o masculino se sustenta por bengalas. Se escora naquilo já foi para justificar o que recebe.

Nesse clube desorganizado e sem planejamento, o futebol feminino é resistência.

Veja mais em: Corinthians feminino, Copa do Brasil e Elenco do Corinthians.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

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Por Ana Paula Araújo

Engenheira de formação, mas corinthiana de alma. Deixei a profissão para fazer parte dessa família desde 2013.

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