Pênalti para o Corinthians: dois pesos, uma medida

Ana Paula Araújo

Engenheira de formação, mas corinthiana de alma. Deixei a profissão para fazer parte dessa família desde 2013.

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Pênalti para o Corinthians: dois pesos, uma medida

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Pênalti para o Corinthians: dois pesos, uma medida

Elenco do Corinthians se revolta contra o árbitro no jogo diante o América Mineiro

Foto: Danilo Fernandes/ Meu Timão

Nós que compomos a equipe do Meu Timão, enquanto profissionais, temos que tomar cuidado para que não deixemos nosso lado passional afetar o trabalho. De modo que analisar sem o famoso clubismo - embora sempre que justo, defendendo o Corinthians - é fundamental para idoneidade de quem leva a informação até vocês. Entretanto, há situações em que não tem como não nos posicionar, principalmente quando se escreve numa coluna, que é essencialmente opinativa.

Antes de começar, quero deixar claro que não estou colocando em xeque o caráter e profissionalismo de nenhum dos especialistas que trabalham nas transmissões dos jogos do Timão e muito menos dos árbitros de futebol. Ressalto ainda que sei o quanto é difícil emitir opinião e tomar decisões em meio a uma atividade tão inflamada como o futebol.

Dito isso, vamos aos fatos.

Corinthians x América-MG

Juiz: Wagner do Nascimento Magalhães

Jogador do América-MG lança a bola na área, Piton de costas faz o movimento de virar e o braço abre, naturalmente, mas a bola bate na mão do jogador, e é assinalado o pênalti.

penalti piton

Reprodução/TV Globo

A interpretação do comentarista Sálvio Spínola foi essa:

– A bola bate no braço do Piton porque ele faz movimento de correr e o movimento adicional, abrindo o braço. A regra da mão na bola é uma regra chata, mas tem de ser marcada. Ele não teve a precaução. A bola estava em disputa, ele faz o movimento do braço indo ao encontro da bola.

Coritiba x Corinthians

Juiz: Leandro Pedro Vuaden

Lucas Piton vira e chuta a bola que bate na mão do jogador do Coritiba, o árbitro consulta o VAR e assinala o pênalti.

Reprodução/ TV Globo

Reprodução/ TV Globo

O mesmo comentarista, Sálvio Spínola analisou o lance:

– A distância é muito curta. Para mim, vejo um movimento natural, não vejo movimento de bloqueio. E tem a disputa, o braço está baixo, não está acima do ombro. Há a orientação de que, se é bloqueio, tem que marcar. Mas, para mim tem disputa e o movimento de corrida. Eu não marcaria.

A regra atual diz que se o jogador amplia seu movimento não natural, é infração. A partir disso, quero pontuar algumas coisas.

Primeiro a falta de critério por parte de quem analisa e comenta a arbitragem no Brasil. Qual a diferença dos lances? Para mim, ambos partem da mesma premissa: o movimento natural do corpo. Então por que um é pênalti (contra o Corinthians) e outro não (a favor do Corinthians)?

Segundo e muito pior, a falta de consonância por parte da arbitragem. Se todos recebem a mesma orientação, estão apitando sob as mesmas regras, por que tantas diferenças? Se há dúvidas, o VAR está aí para saná-las. Não posso crer que vendo num vídeo, com imagem congelada, poder de "rebobinar a fita", não consigam chegar a denominador comum.

Falta o que para os árbitros? Treino? A sonhada profissionalização?

No jogo entre Cuiabá e Grêmio, pela Copa do Brasil, teve um lance parecido com esses dois que já citei e que não foi marcado penalidade.

Reprodução/ Twttter Cuiabá

Reprodução/ Twttter Cuiabá

São situações grotescas e sem lógica. Fica difícil assistir aos jogos sem se irritar, de verdade.

E pior ainda é que se o equívoco acontece contra o Timão ele parece ser abafado, mas se é a favor, toma uma proporção gigantesca. Criam até frases virais em nome de tentar avacalhar o clube.

E não é justo que o Corinthians pague por profissionais mal preparados. No fim das contas, o time leva a fama pela incompetência alheia, e quem errou de verdade fica tranquilo e livre para seguir prestando desserviços pelos gramados afora.

E, para finalizar, quero deixar minha interpretação sobre os lances nos jogos contra o América e Coritiba: não foi pênalti em nenhum.

Veja mais em: Campeonato Brasileiro.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

Coluna da Ana Paula Araújo

Por Ana Paula Araújo

Engenheira de formação, mas corinthiana de alma. Deixei a profissão para fazer parte dessa família desde 2013.

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