A virtude que virou um preocupante defeito

Andrew Sousa

21 anos, acadêmico de Jornalismo na Univali e fiel desde o primeiro de seus dias.

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A virtude que virou um preocupante defeito

A virtude que virou um preocupante defeito

Osmar Loss precisa trabalhar parte emocional do time alvinegro

Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Desequilíbrio. No Morumbi, o Corinthians não teve bom desempenho, tanto tático, quanto técnico. Se isso já preocuparia por si só, é preciso destacar outro importante ponto negativo da derrota por 3 a 1 diante do São Paulo: a capacidade mental da equipe alvinegra.

E não é de hoje. Tem sido desesperador imaginar o Corinthians sair atrás do placar. Após sofrer um gol, os comandados de Osmar Loss parecem desmoronar. Cartões saem a rodo, erros simples são cometidos e a falta de concentração fica exposta.

Desde os tempos de Tite, a concentração durante os 90 minutos é tratada como ponto principal do jogo alvinegro - de característica reativa em grande parte deste período. Contra o São Paulo, o contrário foi demonstrado.

No primeiro gol, Fagner erra um domínio simples e cede escanteio - a bola aérea, principal calcanhar de Aquiles dessa equipe, novamente resulta em gol adversário.

No segundo, foi a vez do volante Gabriel tentar um recuo arriscado - nem Fagner, aparentemente desatento, e nem Henrique chegam na bola, assim como Cássio. Por último, até o arqueiro errou.

O Corinthians sai do Morumbi, então, com uma derrota extremamente dolorida e que surge de erros individuais ligados à falta de concentração. Depois das falhas, o destempero emocional tornou-se visível - e a chuva de cartões amarelos evidencia isso.

Para o restante da temporada, este ponto é só mais um a ser trabalhado - junto das bolas paradas, da criação de jogadas, do comportamento defensivo e tantos outros fatores, ainda desregulados, mesmo com a intertemporada durante a Copa.

Osmar Loss tem muito trabalho e, se já não bastassem todos os obstáculos, tem de lidar com as constantes perdas importantes. Neste sábado, foi Rodriguinho. E, infelizmente, a sensação é de que o camisa 26 não será o último.

Mesmo diante dessa realidade, o presidente vem a público dizer que não houve desmanche. Aí é que o torcedor acompanha o time e também se descontrola mentalmente. Dureza...

Veja mais em: Majestoso.

Coluna do Andrew Sousa

Por Andrew Sousa

21 anos, acadêmico de Jornalismo na Univali e fiel desde o primeiro de seus dias.

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