Só amor não basta

Andrew Sousa

22 anos, acadêmico de Jornalismo na Univali e fiel desde o primeiro de seus dias.

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Só amor não basta

Só amor não basta

Calma, Vagner, o problema não é você...

Foto: Divulgação/Corinthians

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Para manter um relacionamento, não basta só amor. Outros fatores, na verdade, são tão ou mais importantes que o sentimento na hora de manter duas pessoas juntas. Exemplos são confiança, carinho, afeto, admiração, enfim. No futebol não é diferente.

Dentro do esporte bretão, as outras necessidades podem ser resumidas em coisas como valor e necessidade. Ou seja, na hora de selar uma relação - contrato, no caso - tudo deve ser levado em conta. Não só o amor.

Nos últimos dias, a Fiel lotou as redes sociais com pedidos pela contratação de Vagner Love. Encostado no Besiktas, o atacante pode retornar ao Brasil de graça e, de fato, interessa à diretoria do Timão. É preciso, no entanto, pesar a real importância da eventual contratação.

Sim, a torcida alvinegra ama o atacante, que viveu grandes momentos na campanha de Tite e companhia no título brasileiro de 2015. Deixando esse sentimento de lado, porém, é válido ponderar: o plantel de Carille precisa do ex-camisa 9 do clube?

Nesse domingo, o treinador começou amistoso contra o Santos com Gustagol na função de centroavante. A titularidade ao artilheiro do Brasil em 2018 se dá pela ausência de Boselli, que ainda resolve pendências pessoais no México. Agarrando a chance, o atacante deu conta do recado e já balançou as redes.

Aos 24 anos, Gustavo chegou a ter a Fiel do seu lado para ser o titular da posição na temporada. Com chegada do concorrente argentino, porém, tende a ficar no banco - o que ainda deve render-lhe muitos minutos no ano de 2019. Mas, e se Vagner Love for contratado? Como deixar tanta gente jogar?

Sabemos que são inúmeras competições no ano, que uma lesão pode dificultar as coisas e tudo mais. Mas, para esses casos de emergência, parece mais válido manter Roger, sobretudo por outro fator citado na introdução do texto: valor.

Quanto custaria para os cofres do Corinthians manter um jogador como Vagner Love? Mesmo que ele ganhasse a posição, o que fazer com Boselli, grande reforço do ano? E Gustagol, que tem margem de evolução e inicia o ano em alta?

Aqui, deixo claro que não consigo enxergar o jogador do Besiktas atuando pelo lado, como segundo atacante ou em qualquer outra função. Parece difícil Carille abrir mão da mobilidade que quer em seu time para ter mais um centroavante. Não é seu estilo.

Para sustentar o desejo, alguns também podem usar o exemplo do Cruzeiro, como fez o próprio treinador alvinegro. Em Minas, no entanto, os quatro centroavantes têm estilos diferentes. Mano Menezes pode mudar a característica do ataque trocando as peças - Raniel saí mais; Barcos é técnico e faz pivô; Fred também faz pivô, mas joga mais fixo; Sassá tem força e também sabe atuar fora da área.

Ter Boselli, Gustavo, Love e Roger seria ter, na verdade, nomes que fazem praticamente a mesma coisa em campo - o último toque (sim, Love pode sair mais, mas a idade chega para todos...).

Analisando as fotos 3x4 de todo o elenco do Timão, não é no comando de ataque que faltam imagens e opções. Há outras prioridades e não podemos esquecê-las por conta do amor.

Colocando tudo na balança, fica claro: o "love" por Vagner não basta para justificar sua contratação.

Veja mais em: Mercado da bola e Vagner Love.

Coluna do Andrew Sousa

Por Andrew Sousa

21 anos, acadêmico de Jornalismo na Univali e fiel desde o primeiro de seus dias.

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