Bruno Melo pode ser peça chave para um novo Corinthians de Sylvinho

Andrew Sousa

25 anos, formado em Jornalismo na Univali e fiel desde o primeiro de seus dias.

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Bruno Melo pode ser peça chave para um novo Corinthians de Sylvinho

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Bruno Melo pode ser peça chave para um novo Corinthians de Sylvinho

Bruno Melo chega cercado de desconfiança ao Corinthians

Foto: Divulgação/Fortaleza

Diante das necessidades do Corinthians de Sylvinho, que passou a temporada inteiro amarrado em seu 4-1-4-1, são poucas as lacunas no time titular: um centroavante, principal desejo do mercado alvinegro, e um lateral-esquerdo.

Nas entrevistas da direção, a lateral parecia esquecia. Os alvos eram o homem gol e um zagueiro que pudesse ficar no banco para eventuais emergências. De uma hora pra outra, porém, uma surpresa: Bruno Melo deve chegar por empréstimo do Fortaleza, onde não vinha atuando como titular.

A reação nas redes sociais foi de justificável revolta. Com Fábio Santos em declínio e Lucas Piton sem convencer, o reforço pra função tinha de ser mais confiável, pra chegar e jogar. Como um reserva de outro clube preenche esse requisito?

Em conversa com gente que cobre o dia a dia do Fortaleza e até mesmo lendo os torcedores nas redes, o motivo da falta de espaço com Vojvoda ficou claro: não consegue atuar como ala e tem características defensivas. Por isso, Lucas Crispim, meia de origem, ganhou sua posição.

Forte no jogo aéreo, Bruno Melo é um "lateral quase zagueiro". Ele, inclusive, pode fazer a função, que hoje só conta com Raul Gustavo na reserva de Gil e João Victor, incontestáveis como titular.

Por essa característica de curinga, pode ser peça importante na longa temporada de jogos.

Mas pensando positivo (até demais!), dá pra imaginar um cenário em que ele ganhe a posição de Fábio Santos e, mais do que isso, seja ferramenta importante pra solucionar alguns problemas de Sylvinho.

Com as características defensivas e capacidade para ser lateral ou zagueiro, Melo pode alternar as duas coisas em um time que use a saída de três. Nesse cenário, o novo reforço vem auxiliar Gil e João Victor no início das jogadas e dá liberdade para Fagner no lado direito. Sem bola, o time se posta no já conhecido 4-1-4-1 da última temporada.

Com bola, time poderia ter saída de três e Fagner livre; sem bola mantém o 4-1-4-1 de Sylvinho

Com bola, time poderia ter saída de três e Fagner livre; sem bola mantém o 4-1-4-1 de Sylvinho

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A falta do camisa 23 no campo de ataque foi um dos motivos de maior revolta da torcida com o trabalho do treinador, que não achou alternativas para contornar o problema. Com Fagner indo ao fundo, Willian ganha um parceiro excelente para tabelar e liberdade para entrar na área ou centralizar algumas jogadas.

Além disso, João Victor também ganharia ainda mais importância nos seus bons passes em profundidade, atuando mais aberto pela direita (como já fez muito bem).

Outro fator positivo de um lateral esquerdo defensivo seria a menor necessidade de recomposição de Róger Guedes, que precisa atuar perto do gol e visivelmente não tem vocação defensiva para auxiliar na marcação.

Sem bola, vale destacar, Fagner volta pra formar a linha de quatro normalmente - nessa segunda, vimos isso no Corinthians Sub-20, com Murilo fazendo a linha de três na saída e Daniel Marcos recuando apenas quando o time não tinha a bola.

O êxito nesse sistema também culminaria em maior liberdade para o meio de campo. Com Melo mais preso, o lado esquerdo seria um espaço "livre" para Paulinho, Renato Augusto ou Giuliano circularem, aproximando de Guedes para as tabelas (o camisa 8 já fez isso em 2021).

Com o atual plantel do Corinthians e o que vimos de Sylvinho até aqui, é difícil imaginar tudo isso acontecendo. Acrescento também que eu não contrataria Bruno Melo por não acreditar que ele solucione o problema do time na lateral-esquerda. Mas é aquilo... Vai que!

"Ah, mas o Sylvinho nunca faria isso!"

Aqui mesmo nessa coluna trouxe algumas aspas do treinador antes de assumir o Corinthians. Em uma delas, ele fala justamente sobre essa saída de três trazendo um dos laterais e liberando o outro.

"Fiz anotações de coisas que agora são minhas, da saída de bola com três, ou com o meio-campista por dentro ou com um dos laterais".

No Lyon, ele chegou a tentar pôr isso em prática. No Corinthians, ainda não vimos muita variação e é até difícil imaginar que seja possível. De novo... vai que!

Veja mais em: Mercado da bola e Sylvinho.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

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