Comprovamos nossa competitividade na Argentina

Andrew Sousa

22 anos, acadêmico de Jornalismo na Univali e fiel desde o primeiro de seus dias.

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Comprovamos nossa competitividade na Argentina

Gol de Jadson consolidou vitória do time de Carille em uma das melhores atuações de 2018

Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

O título paulista passando por cima de uma série de adversidades não deixa de ser um teste, é claro. Mas o andar da temporada é que vai impondo as provas de fogo a Carille e seus comandados. Nessa quarta-feira, enfrentamos o mais difícil deles até aqui: o Independiente, na Argentina. E o resultado não podia ser mais satisfatório.

Não digo só do 1 a 0 conquistado com gol do baixinho Jadson, de cabeça. O que vale destacar é o rendimento alvinegro dentro de campo. A postura, desde o primeiro minuto, foi bastante clara. É óbvio que o empate não era dos piores, mas o Timão foi a campo para jogar. Explorar contra-ataques e buscar um gol. O tento só veio na parte final do confronto, mas criamos como em poucas oportunidades na temporada e podíamos ter saído com um placar mais elástico.

Mostramos, mesmo sem uma referência, que temos uma equipe competitivo. Rodriguinho entrou bem e incomodou a defesa. Os pontas também desempenharam importante papel, mesmo com algumas decisões equivocadas "na hora de tirar o 10". Na parte defensiva, o sistema sólido já conhecido se fez presente. Carille é mestre nisso - e em muito mais.

A movimentação chamou atenção, assim como a capacidade de triangulação acelerando ou segurando o jogo. O time parece cada vez mais "calejado" e dá indícios de que pode ir ainda mais longe com a presença de um 9. Roger pode não ser solução, mas é opção. E hoje precisamos disso. Qual dos jogadores da equipe titular chegou como nome dos sonhos? O forte time alvinegro é formado por peças que cumprem o que lhe é pedido. O coletivo acaba potencializando essas individualidades.

Voltamos da Argentina com mais do que os três pontos. Voltamos com mais uma etapa cumprida no desenvolvimento desse time. Um grande teste psicológico foi deixado para trás. Em Avellaneda, há pouco menos de um ano, enfrentamos um adversário parecido, o Racing, e grande parte da equipe demonstrou grande destempero. Hoje, a concentração foi altíssima e a cabeça de todos parecia estar no lugar. Em Libertadores, isso acaba sendo tão importante quanto a parte tática e técnica em si.

Podemos não ter o melhor elenco ou o grupo dos sonhos, mas provamos que somos um dos times mais competitivos da América. A evolução desta partida em comparação com o jogo diante do Millonarios, na Colômbia, é notável. Que sigamos crescendo e ganhando ainda mais corpo para buscar algo mais.

Veja mais em: Libertadores da América.

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Por Andrew Sousa

21 anos, acadêmico de Jornalismo na Univali e fiel desde o primeiro de seus dias.

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