Um sonho realizado no último sábado na Neo Química Arena

Coluna do Bruno Pantarotto

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Inesquecível

Um sonho realizado no último sábado na Neo Química Arena

Eu e meu pai na Neo Química Arena

Foto: Arquivo Pessoal

Um sonho realizado no último sábado na Neo Química Arena

Coluna do Bruno Pantarotto

Opinião de Bruno Pantarotto

Na vitória contra o Sport, no último sábado, o meu pai foi na Neo Química Arena pela primeira vez. Aliás, foi apenas a terceira vez que ele conseguiu ver o Corinthians dentro de um estádio. A última vez tinha sido em 1986, há 39 anos.

Ir aos estádios nunca foi um costume para a nossa família. A primeira vez que fui assistir um jogo in loco do Corinthians foi em 2023, justamente em um Dérbi, pelo Campeonato Paulista. O motivo é muito simples: a distância.

Meu pai é paulista, mas se mudou ainda na década de 90 para o Tocantins para trabalhar, o que fez eu nascer no Norte do país e poder ter a paixão pelo Corinthians apenas à distância. Íamos ao estádio da minha cidade ainda quando criança para ver os jogos do Campeonato Tocantinense e da Série D, o que não foi possível com o passar do tempo. O Araguaína, time da minha cidade natal, deixou de existir e foi reativado apenas em 2023, justo quando me mudei.

Mesmo longe dos estádios, ele sempre conseguia me passar a sensação de ser corinthiano. Uma vez que veio para a capital paulista, encontrou os jogadores do Corinthians hospedados no hotel e conseguiu uma camisa autografada por três jogadores: Ronaldo, Roberto Carlos e Chicão (meu jogador favorito quando criança) e sempre formentou a vontade que eu tinha de ver o meu time de coração de perto.

Ele já tinha visto dois jogos do Corinthians: contra o Palmeiras, em 1986, e diante do Bandeirante de Birigui, cidade onde ele nasceu e cresceu, em 1987. Desde então, nunca mais conseguiu voltar aos estádios.

Até que, em 2021, viríamos para São Paulo e nos preparamos para ver Corinthians x Grêmio pelo Campeonato Brasileiro. Dois dias antes da viagem, acordo com a notícia de que meu pai tinha sofrido um Acidente Vascular Cerebral, conhecido como AVC. Foram dias de angústia, sem saber o que aconteceria.

Quando ele recebeu alta após um procedimento cirúrgico, prometi a mim mesmo que um dia o levaria para Itaquera ao menos uma vez. Após várias vindas para São Paulo por dois anos, sempre na época da Data Fifa, finalmente consegui ir à Arena com ele justamente no triunfo contra o Sport.

Algo que, para muitos, pode parecer simples e rotineiro, mas que, com certeza, ficará marcado para sempre na minha vida.

Veja mais em: Neo Química Arena.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

Coluna do Bruno Pantarotto

Por Bruno Pantarotto

Estudante de jornalismo na Cásper Líbero e corinthiano roxo desde 2005 com passagens pela Time do Povo e Central do Timão. De Araguaína, interior do Tocantins, para a redação do Meu Timão desde 2024.

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