Um brasileiro que virou argentino na vitória do Corinthians
Opinião de Bruno Pantarotto
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Breno Bidon foi um dos principais jogadores do Corinthians na vitória sobre o Cruzeiro
Foto: Wanderson Oliveira / Meu Timão
O Corinthians tem um jogador argentino em seu meio-campo, e não estou falando de Rodrigo Garro. Na vitória do Timão sobre o Cruzeiro na última noite pela Copa do Brasil, Breno Bidon mostrou um lado remetendo à famosa “catimba argentina”.
O volante entrou em campo como quem sabe que semifinal não é lugar para ingenuidade. Catimbou, travou o jogo, irritou o adversário, chamou falta, ganhou tempo, quebrou ritmo. Após o gol de Memphis, o Timão soube usar isso a seu favor — o que é irônico —, uma vez que sofre com isso em competições sul-americanas.
E, curiosamente, Breno jogou como… argentino.
Sim: argentino. O estilo dele contra o Cruzeiro lembrou muito o de Rodrigo Garro. O camisa 8, inclusive, entrou e fez a mesma função: cadenciar com malícia, conduzir com peito aberto, entender que o jogo não é apenas bola no chão (ou no ar como nos últimos minutos).
E se o Timão quiser se erguer de verdade, precisa de mais Brenos Bidon em campo, jogadores que entendam que a camisa pesa e que semifinal não se joga: se disputa, se provoca.
Breno não foi brilhante no sentido artístico. Foi brilhante no sentido corinthiano.
Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.
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