Quem serão os próximos chineses?

Danilo Augusto

Corinthiano e programador dedicado que tem um orgulho imenso de ter criado essa comunidade chamada Meu Timão.

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Quem serão os próximos chineses?

Gil e Jadson deixaram o campeão brasileiro para atuar na China

Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians

Causando ira e tristeza em muitos corinthianos, a China depenou a melhor equipe do Brasil no início de 2016. A equipe, então campeão brasileira e com altas expectativas para a temporada, perdeu quatro atletas para um futebol emergente do outro lado do planeta.

Deixando de lado os valores das multas e cláusulas dos atletas corinthianos, talvez seja interessante repensar o futebol nacional como um todo. Por que é que nós continuamos perdendo jogadores para países sem tanta tradição no futebol?

A resposta é simples, perdemos jogadores para a China porque países com mais tradição no futebol tem tanto dinheiro que não precisam arriscar em jogadores sul-americanos. O próprio Corinthians usou tal recurso quando a verba era menor, em 2007 e 2008, contratando atacantes como o boliviano Arce e o uruguaio Acosta e diminuiu o investimento quando a situação melhorou entre 2009 e 2013.

O problema é que, com o real desvalorizando desde 2012, em meio a uma crise financeira catastrófica no país, tornou-se barato o mercado de atletas nacional. Um jogador que custava R$20 milhões, em 2012, valia U$10 milhões na época, hoje valeria U$5 milhões. Uma promoção de 50%, irresistível para o mercado externo.

Colocamos a China como vilã, mas ela não é (ainda) o país que mais gastou em contrações na temporada. O Manchester City, sozinho, gastou em contratações mais do que o orçamento dos quatro grandes paulistas, somados, em 2016. Aí não tem como competir: a Inglaterra só não tirou mais jogadores do Brasil porque não vê muita qualidade nos atletas que hoje atuam no país.

Mas, respondendo a pergunta reflexiva do título do post, novos mercados emergentes no futebol devem surgir nos próximos anos. Os Estados Unidos deve sair comprando jogadores do Brasil, principalmente se a tal da "Champions das Américas" vingar. Países do Leste Europeu e até mesmo do México também podem entrar na onda caso o real não se valorize perante a outras moedas.

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