Drogba e a importância de um ídolo

Isabela Abrantes

Fez as pazes com o jornalismo, com quem tinha brigado ainda na faculdade. Saiu do mundo das agências de publicidade e das startups de tecnologia para fazer no Meu Timão tudo que acredita na vida.

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Drogba e a importância de um ídolo

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Drogba e a importância de um ídolo

Drogba parou a guerra civil na Costa do Marfim

Foto: Reprodução

Acordamos hoje com a possibilidade de ver, quem sabe, o jogador Didier Drogba vestindo a camisa do Corinthians. Embora neste momento de crise pouca coisa seja unanimidade entre a torcida, é possível dizer que o nome animou um grande número de torcedores.

Não é por menos. Contar com o marfinense no Parque São Jorge é algo que transcende - e muito - as questões táticas e físicas do futebol. Ter um jogador com o histórico e a história que ele tem significaria muito para a nossa própria história.

Para o Corinthians, trazer um jogador deste porte é também reafirmar a própria grandeza do clube. Mais que isso: é devolver ao corinthiano, em 2017, a crença de que é possível uma boa temporada, um ano inesquecível e, principalmente, possibilitar que este momento em um futuro próximo se torne a lembrança fundamental de quando uma criança se converteu em torcedor.

Drogba, agora, representa muito mais que um atleta consagrado, ganhador de Champions League, capaz de parar uma guerra civil em seu país natal. Didier Drogba com o manto alvinegro representa o sonho voltar a ver em campo motivo maior para torcer do que apenas o resultado positivo.

E o corinthiano sabe bem disso. Por que foi esse mesmo corinthiano quem torceu para muito mais do que títulos durante 23 anos que amargou a fila. Que torceu pela democracia quando viu Sócrates em campo, ou ao menos torceu pelos gols de falta de Neto. Torceu também e se emocionou com pelos lampejos de genialidade de Ronaldo - ainda que ele tenha sido mais referenciado como “o Gordo” do que “o Fenômeno” naquele tempo.

Ali, não era o Ronaldo no auge. Não será (ou seria?) o Drogba no auge. Mas, 2009 foi fenomenal. Com Didier - cujo significado do nome é que ‘aquele que assume responsabilidades’ -, 2017 também pode ser.

Claro, além das quatro linhas as crises continuam, as ingerências continuam, os problemas continuam. E, assim como elas, as cobranças devem continuar.

Mas, enquanto fora do campo os problemas acontecem, a mágica do futebol pode retornar aos gramados. Pode não ser pelo gol, ou pelo drible: mas, com toda certeza será pela renovação da fé naquilo que nos é mais sagrado - o Timão. E é essa a importância do ídolo. Ter um ídolo, aquele quê de divino com a bola no pé, aquele fio de esperança, aquela ideia de que o amanhã vai ser sempre melhor.

E agora, mais do que nunca, precisamos disso. Vem, Drogba!

Veja mais em: Mercado da bola e Drogba.

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Por Isabela Abrantes

Fez as pazes com o jornalismo, com quem tinha brigado ainda na faculdade. Saiu do mundo das agências de publicidade e das startups de tecnologia para fazer no Meu Timão tudo que acredita na vida.

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