Não, não houve evolução no Corinthians

Jorge Freitas

Colunista esportivo do portal 'No Ângulo', este internacionalista é mais um louco do bando e busca analisar o Timão com comprometimento com a realidade e as necessidades do maior clube do planeta.

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Não, não houve evolução no Corinthians

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Não, não houve evolução no Corinthians

Corinthians foi humilhado pelo pior Flamengo dos últimos meses

Foto: Rodrigo Coca / Agência Corinthians

Preferi esperar o dia virar para comentar sobre a humilhante derrota que sofremos ontem para o Flamengo. Não somente porque nunca é bom comentar de cabeça quente, mas porque a quantidade de comentários relativizando a derrota de ontem é realmente absurda.

Não faltam torcedores e comentaristas levantando a bandeira de que o Corinthians fez um bom jogo, mas foi dominado por aquele que seria o melhor time da competição.

Discordo. Não, não houve evolução e é preciso encarar os fatos sem encontrar desculpas.

O Corinthians ontem não perdeu para o time campeão da América e do Brasil, mas sim para uma equipe que suou para vencer o Goiás e empatou com Bragantino (até então lanterna e vice) dentro de casa, que levou 5 a 0 do Independiente Del Valle no Equador e que completou uma maratona de quatro jogos em apenas oito dias.

Como podemos enxergar melhorias se fomos humilhados dentro de casa por um time que sequer tem tempo para descansar? Sim, fomos engolidos. Não temos forma certa de jogar, não pode ser culpa dos jogadores. Passamos sete rodadas com um interino que não sabe sequer dar treinos e retrocedemos tática e fisicamente.

Além disso, contratamos um treinador para fazer algo que jamais fizera na vida, que levou três gols do São Paulo do Diniz em crise ao tentar jogar de uma forma mais ofensiva para surpreender o adversário. Não quero dizer que seja culpa do Mancini, talvez o menos culpado da história toda (apesar de que pôr o Gabriel sendo goleado em casa é errar demais), mas claramente não temos alguém para colocar ordem na casa e trazer ideias vitoriosas a este elenco claramente abatido.

Como se não bastasse, insistimos em ter um jogador em campo exclusivamente pela sua tal capacidade de bater faltas, mas a realidade é que em quase uma dezena de jogos, não houve sequer um real perigo de gol quando ele estava na bola. Seu único gol saiu num chute desviado e que matou o goleiro, com a bola rolando.

Não dá para passar pano mais uma vez. Não houve evolução. O Corinthians jogou como time pequeno porque é isso que seu presidente tem feito com a equipe. Se saiu para o ataque foi porque precisava do placar ou alguém espera que um time tome três gols e continue a esperar a vontade do adversário? Tanto é que o goleiro flamenguista só fez grandes defesas depois que a vitória estava definida e a equipe carioca começou a literalmente tirar o pé. Aliás, foi só nos lançarmos para frente para ficar ainda mais simples para o Flamengo fazer gol.

Haja boa vontade para enxergar evolução no Corinthians. Ganhamos do Athletico na base do coração, com Walter sendo o principal homem do jogo. Ontem, como eu já havia dito que aconteceria logo após o ilusório jogo contra o Bahia, quando ganhamos, mas tomamos sufoco, o Corinthians foi dominado por uma equipe mais forte, mais bem planejada e estruturada, mas que está em sua pior fase dos últimos 12 meses, sem identidade clara e com grandes deficiências na forma de jogar.

O que fizemos de bom no jogo foi pelos momentos em que o Flamengo demonstrou fragilidade e cansaço. Continuamos como um verdadeiro catado de jogadores, sem saber para onde ir, sem saber como se portar em campo. Nosso meio-campo é escalado na base do "agora vai esse", não há continuidade, e nosso sistema defensivo expõe tanto o goleiro a ponto de torná-lo o principal vilão da história, de maneira injusta.

Diego, aos 35 anos e reserva da equipe rubro-negra, passou como se fosse um menino no quinto gol. Vitinho, a sexta ou sétima opção de ataque, foi eleito o melhor do jogo. Fez gol e sobrou em campo se fosse Lionel Messi contra amadores, mesmo no primeiro tempo, quando teoricamente o clube ainda não havia sofrido com esse tal desgaste físico.

Não houve evolução. Se o Flamengo fosse o time que achamos que é (o de Jorge Jesus) seria 6, 7, quem sabe, 8.

Só há uma explicação para quem enxergou que o Corinthians de fato melhorou neste domingo: o que eu havia dito na semana passada. Quando se está péssimo, o ruim começa a parecer bom.

E é isto.

Nada pode ser pior que o trabalho de Dyego Coelho. Mas daí, falar em evolução?

Veja mais em: Elenco do Corinthians e Campeonato Brasileiro.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

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Por Jorge Freitas

Colunista esportivo do portal 'No Ângulo', este internacionalista é mais um louco do bando e busca analisar o Timão com comprometimento com a realidade e as necessidades do maior clube do planeta.

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