A urgência de um centroavante (e a vergonha de ver Jô com a camisa do Corinthians)

Jorge Freitas

Colunista esportivo do portal 'No Ângulo', este internacionalista é mais um louco do bando e busca analisar o Timão com comprometimento com a realidade e as necessidades do maior clube do planeta.

ver detalhes

A urgência de um centroavante (e a vergonha de ver Jô com a camisa do Corinthians)

Coluna do Jorge Freitas

Opinião de Jorge Freitas

8.4 mil visualizações 130 comentários Comunicar erro

A urgência de um centroavante (e a vergonha de ver Jô com a camisa do Corinthians)

Jô não vive bom momento com a camisa do Corinthians

Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

No começo desse ano, escrevi aqui mesmo no Meu Timão que o foco do Corinthians para a temporada deveria ser a contratação de um centroavante.

Nesta quarta-feira, no jogo contra o Atlético-GO, este grande defeito do elenco ficou ainda mais gritante. Primeiramente, é inadmissível que um clube da grandeza do Corinthians comece mais uma temporada sem um centroavante de qualidade. É também inadmissível que o diretor de futebol que montou este elenco seja agora o presidente do clube, numa clara indicação de que, em alguns lugares, incompetência compensa desde que você ande com as pessoas "certas".

O que parece ser unanimidade na Fiel é que o objetivo do clube no campeonato nacional será a de permanência na primeira divisão, quem sabe beliscando uma vaga na pré-Libertadores caso o trabalho seja bem feito, com os pés no chão, garantindo pontos importantes especialmente dentro de casa.

Tenho visto algumas pessoas criticarem Sylvinho, mesmo que o treinador tenha recém completado 15 dias de trabalho, sem tempo para treinar e com jogos decisivos a enfrentar logo de cara. Nenhum ser é capaz de prever a forma do treinador jogar e, qualquer um que tente, estará brincando de Nostradamus, com mais chances de erros que de acertos, já que o treinador possui apenas um curto trabalho em sua carreira profissional.

Criticar Sylvinho nesse momento é perda de tempo, pois a realidade é que o elenco do Corinthians é totalmente desbalanceado.

O que se esperar de um time que inicia uma temporada com um centroavante claramente fora de forma como sua principal esperança de gol? Bastariam oito segundos de atenção sob a voz de Samuel Rosa do Skank para entendermos quem é o mais importante numa partida de futebol.

Aliás, dentre tantas coisas que tem acontecido conosco ultimamente, se há uma que o corinthiano não merece é ver Jô com a camisa do clube. Melhor jogador e artilheiro do Brasileirão 2017, o declínio técnico e físico do jogador é simplesmente grotesco. Dá vergonha de vê-lo em campo, incapaz de se movimentar, tabelar, cabecear, chutar, fazer pivô, segurar a marcação e, muito menos, pressionar a equipe adversária na retomada da posse de bola. Encaminha-se para ser um fiasco com seu quarto treinador desde que retornou ao Timão.

Seria daqueles casos que o jogador tem mais chance de se aumentar a sua idolatria ao pedir rescisão e diminuir a folha salarial do clube do que ao entrar em campo em busca de um gol salvador.

Lembro-me que mesmo o Flamengo, na época de sua reestruturação econômica, investiu um pouco mais do que podia especialmente na camisa 9, quando aproveitou a oportunidade de mercado e levou Guerrero para o clube. O peruano não pôde repetir o futebol que praticou com a camisa do Timão, mas ao menos fez gols e participou de jogos para manter o clube longe da pressão do rebaixamento e garantir vaga na Libertadores, deixando o ambiente relativamente mais calmo para a correção das finanças.

Agora, é a vez do Corinthians. Embora o clube encontre dificuldades financeiras, um gestor de verdade deveria encontrar uma forma para buscar um centroavante que chegue para jogar e marcar gols. Seria a melhor forma de investimento do clube para a temporada (não de gasto), pois, embora óbvio, parece que não são todos que percebem que com mais gols, chega-se mais longe nos campeonatos e o investimento se torna retorno financeiro.

O tempo urge e a necessidade de um novo camisa 9 grita quando o Corinthians está em campo. Ou senão, será possível contar nas mãos em quantos times o clube conseguirá fazer gols nos próximos 36 jogos da temporada.

Veja mais em: , Elenco do Corinthians e Mercado da bola.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

Coluna do Jorge Freitas

Por Jorge Freitas

Colunista esportivo do portal 'No Ângulo', este internacionalista é mais um louco do bando e busca analisar o Timão com comprometimento com a realidade e as necessidades do maior clube do planeta.

O que você achou do post do Jorge Freitas?

x