Como Mancini fez Gabriel se tornar o melhor jogador do Corinthians dos últimos meses

Luis Fabiani

Estudante de Jornalismo no Mackenzie. Desde janeiro de 2020, estagiário do Meu Timão. Estou também diariamente na Rádio Mackenzie.

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Como Mancini fez Gabriel se tornar o melhor jogador do Corinthians dos últimos meses

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Como Mancini fez Gabriel se tornar o melhor jogador do Corinthians dos últimos meses

Cazares e Gabriel comemoram gol contra o Fluminense

Foto: Danilo Fernandes / Meu Timão

Os times de Coelho e Tiago Nunes, nos piores momentos, tinham um denominador comum: a falta de criatividade. Priorizava-se uma saída de bola pelo chão, sem que houvesse qualquer material humano garantindo o sucesso da troca de passes na defesa. Com Coelho, a ideia só funcionou na partida contra o Bahia, com Xavier como titular. Com Tiago Nunes, os poucos momentos de brilho foram com Camacho à frente da zaga. A titularidade de Gabriel coincidia (ou não) com os piores momentos técnicos do Corinthians.

Gabriel nunca foi um construtor, o que não é um demérito necessariamente. Suas maiores qualidades sempre foram o bom poder de desarmar e fazer longas perseguições individuais aos adversários. Em um time que prioriza a posse e a troca de passes, no entanto, tais características acabam passando despercebidas. E assim, inserido em um meio que não conseguiria se destacar, Gabriel foi tratado como descartável para boa parte dos torcedores.

Com Mancini, o Corinthians mudou, em partes, seu estilo de jogo. A saída curta segue como prioridade, mas nada que impeça uma ligação direta ao centroavante. A principal ideia está na forma de pressionar seu adversário e imprimir intensidade à partida, o que nos ajuda bastante a entender o crescimento de Gabriel nos últimos meses.

Na dupla, não há mais o conceito de "primeiro e segundo volante" que perdurou nos times do Corinthians de Mano, Tite e Carille. Agora, há um revezamento de acordo com a característica das peças que por lá atuam. Contra o Fluminense, Gabriel foi o volante do embate e Cantillo, o da saída, como se vê na imagem abaixo

Cantillo fica mais responsável pela saída e esconde deficiências de Gabriel

Cantillo fica mais responsável pela saída e esconde deficiências de Gabriel

SCCP Scouts / Globo

A ideia é parecida com o que Maurizio Sarri fez no Chelsea entre 2018 e 2019. Kanté, um volante mais combativo se responsabilizava pela marcação, e Jorginho, um volante mais criador, era o homem da saída. A ideia é boa e indica uma boa estratégia para aproveitar as peças que seu elenco oferece.

Contra o Coritiba, tendo Xavier como dupla, Gabriel atuou mais adiantado e se notabilizou por dar ótimos lançamentos na partida. Foi ainda mais participativo do que era em 2017. Aliás, o Gabriel do final de 2020 e início de 2021 é a melhor versão do jogador desde que chegou ao clube.

Como citei acima, outra das boas características do volante é a capacidade de fazer longas perseguições individuais. O estilo "carrapato" condiz muito com aquilo que Vagner Mancini busca inserir no Corinthians

Gabriel, bastante adiantado, fazendo uma perseguição individual

Gabriel, bastante adiantado, fazendo uma perseguição individual

SCCP Scouts / Globo

E é assim, que o Corinthians melhora no campeonato. Extraindo o máximo que pode dos bons jogadores que possui. Fábio Santos construindo por dentro, Fagner atuando como ponta, Cazares perto do gol e Mosquito atuando no lado do pé bom são outras explicações individuais do crescimento absurdo do Corinthians com Vagner Mancini.

Veja mais em: Gabriel, Vagner Mancini, Xavier e Victor Cantillo.

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Por Luis Fabiani

Estudante de Jornalismo no Mackenzie. Desde 2020, estagiário do Meu Timão. Adoro falar de tática e de categorias de base

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