Os erros de Cristóvão Borges no clássico

Marco Bello

Setorista do Corinthians desde 2009 pela Rádio Transamérica, Marco Bello acompanha o dia a dia do clube

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Os erros de Cristóvão Borges no clássico

Treinador errou muito no duelo contra o rival

Foto: Daniel Augusto Jr./ Agência Corinthians

O técnico Cristóvão Borges admitiu, após o jogo deste domingo contra o São Paulo, que o Corinthians poderia ter tido melhor eficiência na partida.

O empate por 1 a 1 encerrou a série de quatro vitórias sobre o rival na Arena Corinthians, e ainda aumentou a distância da equipe para o Palmeiras na tabela do campeonato.

Mais que isso, o Corinthians sofreu no final do jogo, e poderia até ter saído derrotado de campo, por um time que teve uma partida dificílima no meio da semana, uma viagem cansativa para a Colômbia, o abalo emocional de uma desclassificação na Libertadores e a perda de jogadores como Ganso e Calleri.

Mas o que o Corinthians fez de errado?

Para mim o técnico Cristóvão Borges já começou errando durante a semana, quando escolheu Danilo para o lugar de Luciano no ataque.

Na partida contra o Palmeiras, neste ano, Danilo já tinha dado sinais que não conseguia atuar em um jogo com ritmo acelerado. Ele pode começar jogando partidas menores, não clássicos. Pode até entrar em jogos assim, pra segurar a velocidade nos minutos finais.

Cristóvão pra mim também errou ao não escalar o meia Guilherme. Giovanni já mostrou não ir tão bem no meio de campo, como vai quando é escalado no ataque. Guilherme vem entrando bem e já merece outra chance.

No jogo, Cristóvão foi mal ao sacar Rodriguinho e colocar Elias, que está voltando depois de resolver um problema sério na coluna.

Primeiro, Rodriguinho não estava mal. Era um momento do jogo em que o Corinthians estava melhor. E Elias entrou totalmente fora do ritmo da partida, quebrando a velocidade do meio de campo.

Depois o treinador sacou Giovanni para colocar Guilherme. Eu tiraria Marquinhos Gabriel, que estava muito mal, e adiantaria Giovanni para o lugar em que ele se sente melhor, no ataque.

Depois, já nos minutos finais, Cristóvão sacou Marquinhos para colocar Rildo. E manteve Danilo.

A justificativa foi que Danilo “ajuda a recomposição da transição entre a defesa e o ataque”.

Com todo o respeito ao adversário, o Corinthians ali precisava primeiro pensar em ganhar. Em luta pelo título. Em manter a série de vitórias. Não era hora de ter medo de perder. Até porque o empate já foi encarado como derrota.

Era hora de André. Ou até Luciano. Era hora de colocar bola na área do São Paulo. De pressionar. De levantar a torcida. Era hora de ganhar o jogo.

Acho o treinador do Corinthians um homem inteligente. Não quero crucificá-lo ou dizer que ele foi o único responsável.

Foi uma partida ruim, assim como jogadores tem partidas ruins. E que essa semana seja mais inspirada, a começar da escolha do lateral-direito. Da forma como vai tratar o retorno de Pato.

E que contra o Figueirense, o Corinthians volte a pensar em vitórias.

Coluna do Marco Bello

Por Marco Bello

Marco Bello é jornalista, apresentador e repórter da Rede Transamérica de Rádio, setorista do Corinthians desde 2009

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