Crise financeira europeia pode segurar Guerrero no Timão

Marco Bello

Setorista do Corinthians desde 2009 pela Rádio Transamérica, Marco Bello acompanha o dia a dia do clube

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Crise financeira europeia pode segurar Guerrero no Timão

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Crise financeira europeia pode segurar Guerrero no Timão

Corinthians aposta na crise financeira do mercado europeu para segurar seu principal jogador

Foto: Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians

A diretoria do Corinthians aposta na crise financeira do mercado europeu para segurar seu principal jogador a partir do meio do ano. O contrato do peruano Paolo Guerrero termina no dia 15 de julho deste ano.

A primeira pedida de Guerrero, no final do ano passado, foi de 7 milhões de dólares de luvas, mais 500 mil reais de salário. O Corinthians chegou a fazer uma contraproposta na ocasião, descartada pelo staff do atleta, de 5 milhões de dólares de luvas, parceladas, mais 400 mil reais de salário. Desde então, as partes não chegaram a conversar oficialmente.

O atacante tem 31 anos de idade e sabe que este é o último grande contrato da carreira. Foi sondado por clubes da Arábia Saudita e recusou a proposta, informando aos empresários que seu sonho é voltar a jogar na Europa.

O problema, para o jogador, é que os clubes médios europeus, assim como o Corinthians, não passam por bom momento financeiro. Com exceção dos maiores clubes do continente, que não tem interesse em um atleta de 31 anos e sem poder de revenda, a crise também atingiu o mercado do Velho Continente.

Clubes portugueses, espanhóis (exceto Barcelona e Real Madrid), italianos (exceto a Juventus) e franceses (exceto o PSG e Monaco) vem passando por dificuldades. A Internazionale de Milão, por exemplo, clube que chegou a demonstrar interesse no atleta, está proibida pela federação local de fazer contratações por causa da regra de Fair Play financeiro.

Os clubes da Premier League inglesa e do leste europeu contam com potencial para realizar um investimento, mas dificilmente pagariam uma fortuna por um atleta desta idade. O futebol alemão pode ser um candidato, principalmente clubes menores, já que o jogador já marcou seus gols por lá. Mas a imagem que Guerrero deixou no país, pelos últimos anos na Europa, não é das mais positivas.

Tudo isto está sendo levado em consideração pela diretoria do Timão. Edu Gaspar, gerente de futebol e um dos homens fortes na negociação, tem muitos amigos trabalhando na Europa e conhece bem a realidade por lá. Sabe que o jogador tem pouquíssimo mercado em grandes clubes fora do Brasil.

Quando o Corinthians conseguir acertar os direitos de imagem atrasados de seus atletas, nos próximos dias, convocará uma reunião com os empresários de Paolo Guerrero e fará uma oferta bem menor do que aquela realizada no final do ano passado, como adiantado aqui neste espaço.

E o clube do Parque São Jorge sabe muito bem o que está fazendo.

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Por Marco Bello

Marco Bello é jornalista, apresentador e repórter da Rede Transamérica de Rádio, setorista do Corinthians desde 2009

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