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O milagre do Canindé
Maria Beatriz de Teves

Jornalista formada pelo Mackenzie. Apaixonada por esportes, futebol feminino e assuntos que promovem o debate em geral. No Meu Timão desde maio de 2022.

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O milagre do Canindé

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O milagre do Canindé

O milagre do Corinthians no Canindé

Foto: Divulgação

Domingo, 14. Além da decisão contra o Cruzeiro, pela Copa do Brasil, o Corinthians terá diante de si um desafio que beira o impossível: operar um milagre para sair com o título do Campeonato Paulista Feminino. No Canindé, em um estádio que será inteiramente preto e branco, o Corinthians precisa virar um 5 a 1 sofrido diante do Palmeiras no jogo de ida, disputado na Arena Barueri. Cinco a um. Só de repetir o placar já soa absurdo - virar então? Só um milagre, não é mesmo?

Nas redes sociais, a torcida tenta transformar o impossível em combustível. A campanha pelo “Milagre do Canindé” viralizou, reunindo aqueles que ainda acreditam, os que se agarram à fé, ao amor e à teimosia tão características do corinthiano. Muitos pedem que vá ao estádio apenas quem realmente acredita. Que não falte força, nem energia, para empurrar as jogadoras lá de dentro.

Mas Lucas Piccinato terá a missão mais dura desde que assumiu o time. Se quiser fazer o improvável, vai precisar reinventar o Corinthians dentro de campo. Ofensivamente, o time até cria, mas desperdiça, desperdiça muito. E dessa vez não pode. Não há margem para erro. Do outro lado, Rosana Augusto faz um trabalho excelente no Palmeiras. O time alviverde é organizado, intenso, seguro. Ir para cima delas, fazer gols e ainda segurar um ataque forte… Nada disso será simples.

Então, como o Corinthians consegue o título? É matemática dura. Precisa fazer quatro gols de diferença para levar a decisão aos pênaltis. Cinco para levantar a taça direto. Qualquer placar fora disso dará o título ao rival, pela segunda vez seguida. Sim, em 2024, o Corinthians já viu o Palmeiras erguer essa mesma taça.

É um jogo duro. Duro na bola, duro na alma. O Corinthians vai precisar fazer o que não fez até agora neste Paulistão: jogar de verdade, jogar com fome, jogar com vontade, honrar o escudo. E, se não for para sair com o título, que saia ao menos mostrando que tentou. Que quis. Que se entregou. Que foi pra cima. Que buscou uma virada que, mesmo improvável, precisa ser ao menos sonhada.

E tem mais: será também o jogo das despedidas. A zagueira Mariza não renovou seu contrato, já confirmou que não ficará no Corinthians e tudo indica que deve reforçar o Tigres, do México, na próxima temporada. Letícia Santos, Eudimilla, talvez até Kemelli e Paulinha também podem estar entrando em campo pela última vez com a camisa alvinegra.

O domingo no Canindé será de fé. De batalha. De teimosia corinthiana. E se o milagre vier, será daqueles para eternizar. Se não vier, que ao menos fique a certeza de que o Corinthians tentou fazer o impossível.

Veja mais em: Corinthians Feminino, Corinthians x Palmeiras, Dérbi, Campeonato Paulista e Próximos jogos do Corinthians Feminino.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

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Coluna do Maria Beatriz de Teves Schreiber

Por Maria Beatriz de Teves Schreiber

Jornalista formada pelo Mackenzie. Apaixonada por esportes, futebol feminino e assuntos que promovem o debate em geral. No Meu Timão desde maio de 2022.

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